sexta-feira, 11 de setembro de 2009

a minha vida "daqui a" 10 anos

Hipótese número 1)
"Boa noite, sou a Mariana Pardal e este é o Jornal Nacional."

Eu num apartamento super in em Lisboa, um labrador retrivier e muito whisky. Ordenado chorudo e meia dúzia de aparições na capa da Caras, Vip e Lux - com revelações escandalosas dos podres da minha vida. Tenho liberdade moderada para tratar políticos e juízes abaixo de cão.
Um carro super, super, super topo de gama e meia dúzia de empregados na casa de férias em Cascais. Um jardineiro mulato e um pool-boy absolutamente africano. Vive-se bem.

Hipótese número 2)
Filmes alternativos e sacos cama num sótão.

Eu, o Padeiro e a Pc acampados em Cuba, no Alentejo. Usamos calças hippies, t-shirts dos metallica e o cabelo divide-se entre as rastas e o inacreditavelmente porco. Dormimos no sótão de uma velhinha simpática de 84 anos que todos os dias nos conta um capítulo da vida que se lembra. A Pc sai de manhãzinha para ir dar aulas de história nas povoações vizinhas, ao volante do seu Ford Escort amarelo-ferrugem. Regressa à noitinha, com aparas de giz e borracha no cabelo e papéis colados nas costas. Aos fins-de-semana, vai a casa visitar o marido e matar saudades do gato.
O Padeiro ressona até ao meio dia e eu faço um esforço para não matar (a tiro) o galo da vizinha. Escrevo argumentos e artigos para o jornal da paróquia, faço castings e cenários; Ele grava, realiza, edita e faz as pipocas, para vendermos nas sessões de cinema que vamos fazendo pelas aldeias. O público adora! Somos estrelas rurais, conhecidas por essa Beira Interior acima - e abaixo. Somos felizes comó caraças.




Além de sermos atropelados por uma quadriga desembestada de vacas mirandesas e enfeitiçados pela vindente Ema do Jumbo, garantiu-me Merly de Manfredo que, daqui a 10 anos, hei-de ser estupidamente mais feliz que e Heidi - na hipótese 2.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

48 tãão saudáveis

O que Portugal precisava era de um primeiro ministro desta natureza:



Pagava para ver a Man'ela a fazer estas danças!


(Hugh Grant, 48 anos de saúde completados hoje)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Festa na terrinha!

Dia 4

Susana Félix


Um concerto fantástico! Eu e a Tanita (depois chegou a Pc, o Pardal e a Daniela) fomos os maiores fãs que algum cantor poderia desejar! Pena é que, quando se pedia para o público cantar ... só se ouviam duas moças histéricas na terceira fila, à direita - uma ainda com o uniforme de trabalho! ;) Fomos grande, Tanita!

P.s. Fã que é fã, tem dois autógrafos e duas fotografias, em 15/20 minutos.

Dia 5

Tony Carreira

O concerto que revelou uma Inês fã de música portuguesa, ao mais alto nível. Destaque também para um grupo concorrente de meninas dos coros que se criou ali naquele público (com fãs que sabiam as letras todas - de todas as canções).

Dia 6

Paulo Gonzo e Lúcia Moniz

Fiquei na cama a ver Mentes Criminosas. Diziam hoje as más línguas que a Lúcia M. estava afectada por substâncias que variam entre álcool e/ou droga (dependendo das versões). É uma pena a Man'ela Moura Guedes ter-se demitido, senão sexta-feita já se apurava a verdade dos factos, com mais uma investigação TVI - com todo o rigor.

Dia 7

Táxi

São agora 4 da tarde, a única coisa que faz barulho é o vento.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vai tudo Abaixo!

Já sabia que ia acontecer, mas nunca pensei que fosse tão depressa. Ía a passar por lá, para encurtar caminho no meu passeio de fim de tarde, quando olhei para o portão.

"CADÊ O BLOCO A?!"

Os trabalhos de demolição da Secundária vão avançados. Aliás... já veio tudo abaixo. Os 4 blocos são agora um único. De entulho, pedregulhos e arames, tudo revirado e sem gosto. De uma estranha maneira, custou-me ver aquele circo.

Se não me engano, o primeiro a cair foi o B. Lembro-me de ter falado com a Luci a respeito disso. Ela disse que esse não lhe causava grande pena. Coitada, ainda deve guardar o trauma de um certo e determinado episódio que envolveu canetas e um objecto voador não identificado a sair disparado pela janela, em voo picado. Ou isso, ou a filosofia do 10º ano. Não me posso é esquecer dos filmes históricos das terças à tarde, nem do bonito acto de "gritar ao morto", depois do último teste.

Não que interesse a ordem, caíram todos. O bloco D, dos mistos a meio da manhã, acompanhados pelo Compal de Manga (fresquinho). As taças de ananás, fortemente disputadas pelas elementas do tripé. As aulas de Área Projecto, com os tiros do CS em banda sonora ou as tardes e manhãs de sesta no sofá da AE, numa de faltar a Sociologia. Sono embalado com o Pó de Arroz do Carlos Paião, com os desenhos animados da 2: ou com a Dona Júlia, todas as tardes.

O bloco A da biblioteca. Das tardes a queimar neurónios, numa qualquer pesquisa para um trabalho super importante (e, salvo raríssima excepções, atrasad
o). Era uma espécie de alternativa a tudo: quando não havia nada para fazer, ia-se para lá. Chatear a Dona Funcionária, ver a "Lagoa Azul" ou fazer entrevistas ao Padeiro, com base nas Enciclopédias do Reino Animal. No andar de baixo, a Santa Reprografia - onde pudemos enfiar as cabeças na máquina fotocopiadora para oferecer uma prenda de aniversário à prof de História.

O bloco C dos bancos, das apresentações na 5. Quando mascarávamos duas horas de palhaçada e fatos variados com o trabalho de AP. Das aulas de Geografia e Economia. Aquele cheiro nauseabundo, a brisa fétida que nos vinha sempre dizer "Bo
m Dia" antes das aulas de Português. O átrio, onde ensaiámos a claque para as Escolíadas. O campo onde eu, à 4ª volta de resistência, comecei a ver o Mundo meio fosco e caí para o lado. A rede que dava prestígio aos putos - e aos Cef's.

Enfim! Lembro-me de quando três raparigas muito animadas disseram, num baile de finalistas:

"-Vamos brindar!
- A quê?
- A três anos de putice!
- A 3 anos de vacarrice!
- A 3 anos de amizade!"

Tendo aqueles 4 blocos como cenário. As paredes tinham recordações especiais. Cantinhos que, durante 3 anos, foram só nossos. Pessoais e intransmissíveis. Como a nossa mesa nas Bombas, o menu do dia no Bibz ou as saladas na Romina.

Secundária,

"Já me perdoaste tanta vez

Desta vez estás tu perdoada
Volta, volta meu amor estás perdoada"


P.s. Vou dar de beber à dor, que é o melhor. "Já dizia a Mariquinhas."


segunda-feira, 31 de agosto de 2009

a cachopa dele sabe a chocolate.

Ainda a Moldávia não sonhava ser independente, já ele era "O Homem dos 7 instrumentos", poeta, compositor e músico.

Se a Wikipédia não me falha, completa hoje 64 anos. Parabéns!






(bem que nos deu uma trabalheira descomunal com as suas músicas, para o trabalho do 25 de Abril!)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hip, Hip, Moldávia!

Fez-se contagem decrescente, houve guerra para saber quem disse primeiro ... e depois eu, que fui sempre assim de lágrima fácil, deixei-me levar na conversa, nas recordações, nas mensagens que iam chegando e naqueles dois (e depois chegou o terceiro elemento dos) especiais que mantiveram a madrugada animada.

(somos alguma coisa parecida com uma família, segundo dizem)


Por me terem acompanhado na infância, nas estupidezes enquanto fomos teens, na boa vida de Secundária (Marias', Padeiro)... e por terem contado os minutos até à meia-noite, OBRIGADO. Estão algures por aqui < 3 , deixem-se ficar.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."
F. Pessoa.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lembrete

Só para que não haja ninguém a dizer que se esqueceu, deixo lavrado em acta que, no dia 27 de Agosto de 1910, nasceu Madre Teresa de Calcutá - missionária, religiosa e activista albano-indiana, ou indiano-albana (nunca cheguei a perceber).

Mas, ainda mais surpreendente que isso (e com certeza digno de uma grande celebração) é que, em 27-08-1991, a MOLDÁVIA


torna-se um país independente da União Soviética. Fiquem vós sabendo que a minha querida Moldávia é agora (atentem) uma República Democrática Representativa Parlamentar (toda eu sou uma Wikipédia de informações).

Termino deixando uma saudação amiga à Primeira-Ministra Petrova Grecianîi, minha ex-colega de máquina no curso avançado da Singer.