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domingo, 20 de novembro de 2011

com classe.

A arte do bom savoir-faire não é coisa com que se nasça. Não é inerente à malta rica das juventudes partidárias, não é exclusivo de quem vai à missa nem de quem lê muita poesia. É uma coisa alternativa, que vai aprimorando. Uma espécie de escolha que, uns anos depois, ajuda a definir quem somos. Distingue o insulto com classe do que é ordinário e grosseiro. E é tão simples mandar alguém a Mafra com um sorriso colgate, ar de gala e boa disposição. Fazer buracos nas costas é deselegante, porra.

com classe, exemplo#1:

sexta-feira, 24 de junho de 2011

bom feeling

Não é assim uma alegria murcha. É uma animação gigante, ridícula, pessoal e intransmissível. Sou eu a chegar a casa a cantar (leia-se: gritar) o "Sol da Caparica" e a fazer a parte da bateria na tampa do contador da energia. Espetar dois xutos e pontapés na porta e entrar no quarto num solo irreprimível de air guitar. Uma sensação de missão cumprida - mesmo que muito aldrabada. É um alívio do caraças ter os trabalhos entregues, os exames feitos. E nem me vou chatear se não for uma das 9 positivas a socio-economia dos media! Estou tão no topo que nem os rebeldes da Líbia me metem medo. Não tenho motivo, mas estou a adorar o momento. É como se tivesse comido uma caixa daqueles cogumelos malucos! E, olha lá, hoje não nem contigo estou triste. Anda, vai ser feliz! Pronto, beijinhos às primas!

terça-feira, 21 de junho de 2011

nao consigo estudar.

O exame e daqui a uma hora - e o teclado desdes computadores manhosos da faculdade nao permite acentos! Cheguei aqui cedo, para imprimir umas papeladas que tenho (tinha) de ler para o exame. As atordoadas que "trabalham" na reprografia nao tem o computador a funcionar, e ainda ralharam porque nos (os estudantes em geral) nunca lemos os avisos ... neste caso, um miseravel papelinho rasgado, pendurado numa corda, que diz "Nao da para imprimir". Fui ao auditorio do 6º piso, e o funcioario pançudo diz-me que as impressoes ficam a 5 centimos por pagina, e ainda tinha de ir ao 4º comprar as senhas. Nunca! Desisti, fui para o bar discutir os pressupostos de uma entrevista com os Pedros. Agora regressei ao auditorio, so porque tem computadores. A ideia era vir ler o material que esta na pen - e que nao vou imprimir, tendo em conta o preço exorbitante de cada paginazinha! Mas, olhem, isto ha-de ser o que Deus quiser. Ainda li umas linhas, na diagonal, mas fiquei aborrecida demais. E ridiculo, mas faltam 62 minutos para o exame que me vai valer a nota de uma cadeira e so consigo concentrar-me na ida ao cafe, depois das 16h. E ridiculo. Bem, vou ver se estudo. Sem garantias. Porque chegou o verao - uma das muitas desculpas para nao ler o apoio bibliografico da cadeira de radio II.

P.s. esta um tipo meio indiano a jogar farmeville dois computadores a minha frente.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

a luta continua.

Correio da Manhã, página 22: 50 alunos impedidos de fazer exame

Porque quando um caso chega ao Correio da Manhã é porque a bronca não foi pequena. E o meu exame de União Europeia (e não de 'Estudos Europeus', como escreveu a senhora jornalista) lá ficou por melhorar. Nós, os manifestantes revolucionários que recusaram fazer um exame (que poderia nem ser validado) sem direito ao tempo regulamentado, ficamos com a cadeira pendurada. Se o caso tivesse chegado à TVI, por esta altura já estávamos todos com 18 - ou, pelo menos, com o nome nas pautas da secretaria. No meio da luta, não consigo esquecer o Pedro, muito irritado, quase a berrar: "se isto fosse o Superior de antigamente ninguém tinha ficado naquele auditório". Essas questões temporais não me afectam, porque saí, mesmo em prejuízo (quase certo!) da minha nota. Como sempre ouvi dizer: há que ter tomates.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Classe da São Miguel

O trabalho de Rádio do meu grupo é sobre os programas da manhã. Uma reportagem de 10 minutos (mais 5 de tolerância), com entrevistas a uma rádio universitária, uma regional, e duas com emissão nacional mas bastante diferentes. Ficaram escolhidas a RUC (Rádio Universidade de Coimbra), a RSM (Rádio São Miguel, com emissor no distrito), a Rádio Comercial e a TSF. Por ser a única que consegue ouvir a São Miguel ao fim-de-semana, fiquei com esse encargo. Eis um resumo dos contactos efectuados, com vista à gravação da entrevista para o trabalho.

Dia 1,
Retirar toda a informação possível e imaginária do site e analisar tudo muito bem. Enviar um mail a explicar em detalhe o trabalho e com a identificação do grupo. Adiciona-se o pedido de entrevista por telefone e a gravação da mesma. Tudo usado única e exclusivamente para o trabalho (aliás, para que outro fim poderia querer a entrevista? mandar as respostas para a Maria e comprar a capa?).

Dia 2,
Como não recebi resposta ao mail, voltei a mandar o mesmo. Liguei para o contacto no site, supostamente o da secretaria. Ninguém atende - durante todo o dia.

Dia 3,
Finalmente alguém atende o telefone! "Bom dia, Escola de Condução do Alto de não-sei-quê". Como?? Este contacto não é da Rádio São Miguel?? "Ah, o número é o mesmo. Diga, diga". Voltar a explicar tudo o que ia no mail, desta vez para a secretária (e possível professora de código da estrada). Entrevista garantida, gravação autorizada, voltar a ligar no dia seguinte às 11h.

Dia 4,
Afinal as garantias da véspera não estavam assim tão seguras. A produtora/jornalista/locutora das manhãs afinal não podia/queria responder. "Ela não quer assumir a responsabilidade de lhe responder às perguntas, até porque nem sabe o que é que a menina quer saber!". Como se lhe fosse perguntar quem matou o Kennedy. Nem com a promessa de enviar as questões por e-mail a senhora cedeu. A única hipótese era ligar ao "Patrão" (será o dono da Escola de Condução ou o Director da Rádio?), às 15:30 do mesmo dia. "Mas olhe que ele nem sempre vem cá trabalhar, pode ser que já não o apanhe cá". E assim foi: liguei as 15:30h ainda não tinha chegado; liguei às 16:15, tinha acabado de sair. Depois de uns minutos de hesitação, eis que aparece o contacto pessoal do Boss. Liguei e fui ignorada durante todo o tempo em que apresentei o grupo, o trabalho e o pedido. Pelo meio ainda tive direito a um "oh Zé, passa-me a porra das chaves!" e meia dúzia de "sim-sim, pois-pois". No final da minha exposição, segundos de silêncio (enquanto ele percebe que eu já me calei e aproxima o telemóvel da orelha). E, muito indignado, sai-se com um "Oh menina, isto não é assim! Pensa que isto é a casa da tia?". E eu, ainda sem perceber: "desculpe?". Afinal, aquilo não era mesmo assim: tinha de enviar um e-mail a apresentar o grupo e o trabalho + um e-mail com todas as perguntas + um e-mail com o porquê de querer entrevistar alguém da Rádio São Miguel + um mail com a explicação da necessidade de gravar a entrevista e garantias de que a gravação era apenas para o trabalho. E depois era esperar que eles na próxima semana analisassem o pedido, e ainda tinha de voltar a entrar em contacto. E quando eu digo que até já mandei mail, recebo um "isso não me interessa para nada, não é esse endereço". E finjo que aponto o correcto, para depois desligar a chamada e dizer 'FUCK YOU' (em português de Portugal) no máximo do meu volume.

Dia 4 - após São Miguel
Primeiro liguei à Ritinha, para poder insultar os acima referidos. Depois decidi mudar de rádio e virei a pesquisa para a Popular de Soure. Em 10 minutos estava a ligar para o número que estava no site, para ser quase imediatamente atendida por uma funcionária da Administração - da Rádio, não de um Talho, Padaria ou Loja de Ferragens. Volto a introduzir o assunto e, antes de lhe dar espaço para passar a chamada, conto toda a história com a São Miguel. E ela, muito compreensiva, "Pois, realmente. Foi uma grande falta de delicadeza." Desliguei a chamada na esperança de que, pela primeira vez no dia, alguém cumprisse o prometido: entrar em contacto com o Produtor das manhãs e ligar-me depois. E ligou, nem passados 5 minutos, porque o indivíduo estava numa reunião mas, se eu não me importasse, podia fazer a entrevista a um jornalista que trabalha durante as manhãs. E, depois de me deliciar com a música do atendedor durante uns segundos, recebo um "Boa Tarde" numa voz quente de homem da rádio. E penso: começo a gostar deste trabalho.

E foi assim que, depois de uma "grande falta de delicadeza", Mariana Pardal conseguiu 7 minutos de entrevista com a Voz. Fez-se justiça!

P.s. Queridos da São Miguel, não posso estar senão eternamente grata pela vossa colaboração. Fiquem sabendo que vos eliminei do carro da minha mãe e do rádio da cozinha. Nunca mais irei sintonizar 93,5. Rádio Popular de Soure, eis a vossa nova fã.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

terceiro 4º dia.

Deixei-me dormir toda a manhã, só abri os olhos quando o sol ficou mais forte que a cortina. A medo, escorreguei da cama e contemplei o caos do meu quarto. Primeiro pensamento do dia: "tenho que arrumar". Aspirei tudo, sem ver que o cabo estava enrolado na cadeira. Parti uma caneca - que estava onde não devia. Depois lavei a cara e sentei-me ao computador para trabalhar. Esqueci-me do almoço e, quando me lembrei, já a cozinha estava nojenta - mesmo para atum com massa ou sandes de fiambre.
Depois a minha mãe veio de Montemor para me trazer um aquecedor e passou no Mac para me trazer o jantar. Tudo porque no domingo, quando fizeram falta, não estiveram. Mas sem ressentimentos. Pela tarde, a Bárbara apareceu desgostosa, mas acabou por sair rápido para resolver o assunto. Ainda nem sei se ficou resolvido ou não. Fiquei com a Patrícia a ver o extra da Casa dos Segredos, já com a companhia do aquecedor que veio lá de casa (da minha casa).
O trabalho de Rádio foi pelo cano. Ninguém me atende para as entrevistas, há pouca informação na net e tenho que aturar um programa da manhã chamado "Hora do Camionista". O momento mais produtivo do dia foi uma carta. Escrevi uma carta, sinto-me gente importante. Planeio, agora, deitar-me a ver a Passione ou a novela da TVi - que tem uma miúda a fazer papel de histérica. Aliás, um bocadinho mais histérica que as outras todas, só isso.

domingo, 7 de novembro de 2010

segunda-feira há vira.

O trabalho de rádio tem as suas vantagens: por ouvir emissões e emissões de 92.0 (Rádio Amália) aparecem algumas pérolas, uns fadinhos jeitosos de se conhecer. Daí a aturar Carminhos e Mísias vai um longo caminho, Jesus! Tenho passado bons momentos a anotar as dedicatórias dos Discos Pedidos - nesta rádio, chamados 'Senhor Fado'. Logo no primeiro dia ligou a Dona Otília que, com 70 anos, prefere ouvir e emissão na internet mas, sempre que sai à rua, leva a Amália no telemóvel porque a filha pôs aquilo de modo que desse. Uns cinco minutos depois, era o Artur "mais conhecido por filho do Chico do peixe" a pedir um fado qualquer. E quando eu pensava que já não havia nada melhor, eis que uma voz de senhora do mercado deixa encomendado o fadinho e avisa que não vai deixar beijinhos para a Elvira Russa porque ela é uma bandidona que a deixou sozinha no outro dia e que no fim-de-semana vai levar porrada! Não há beijinhos nem para essa nem para a outra amiga, só para o bairro da Boavista - "qu'é um ganda bairro!"
E do nada, sem pedido nenhum, aparece a Maria da Nazaré a cantar qualquer coisa como "ser Fadista é dar a mão à saudade (...) ser Fadista é destino que se perdoa / oração à fé de Lisboa / ser Fadista é ser Português". E é quando eu me lembro que a vi ao vivo na Casa de Fado, quando fui a Lisboa - e era uma pessoa financeiramente feliz. Agora, fados só pelo computador (nem pelo telemóvel, como a Dona Otília). O chato é que segunda-feira isto tem de estar pronto. E eu não me importava nada de esticar o prazo, pelo menos mais uns meses.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NK

Porque nunca me arrependo de ir ao Karaoke.
Abençoadas manhãs sem aulas e feriados da República. Hoje fico de cama, com chá de frutos do bosque. Nisto, lembro-me da toina que todas as noites vai cantar aquela música misto de kisomba com funaná - como se apenas um dos dois não fosse suficientemente poderoso. Mas ontem ainda foi mais bonito: um casalinho hiper-apaixonado (ela semi-nua, ele muito mal vestido) a cantar temas da Rita Guerra e não-sei-mais-quem um para o outro. Lindo, lindo, lindo. Mantendo a tradição de quando éramos caloiras rebeldes, ficamos até fechar e somos as últimas a abandonar o recinto, ainda a entoar um qualquer fado de Coimbra.
Porque nunca me arrependo de ir ao Karaoke - quinta-feira volto lá.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

a praxe é dura, mas é praxe!

Nunca tinha sentido que dois dias pesaram tanto como um mês inteiro. Domingo a noite foi dedicada a preparar os cancioneiros para suas excelências os caloiros. Segunda-feira a praxe começou (mesmo) cedo - e ainda houve uma caloira que se misturou com as de direito porque, segundo declaração da própria, tinha pressa em ser praxada e não encontrava as doutoras de jornalismo. Logo ali fiquei fula. Das 14h às 16h foi a bonita aula fantasma, com a caloirada a acreditar em cada palavra do 'Professor' Zé Pedro. Tudo muito apavorado, a levar respostas tortas e alguns semi-insultos. Depois do jantar, as caloiras que me tinham odiado durante o dia já queriam ser amigas forever - só porque me apanharam fora da Capa e Batina.
Como as caloiras insistiam em não cantar, e para defender a honra da casa, teve de ser o segundo ano a atacar forte nos despiques - que ninguém volte a ter a triste ideia de provocar aqueles cromos de amarelo. Para melhorar o ambiente, meia-dúzia de caloiras armadas em Marias do Loureiro, a responder torto e a levantar o "nariz" - 'olhos no chão, caraças'.
A conclusão é que estou afónica. E por afónica entenda-se completamente sem pio, estou igual às televisões quando se carrega no 'mute'. Hoje a noite é regada a chá de qualquer-coisa-quente e carregada de preces para que durante a noite a minha garganta volte à vida.
Certamente haverá caloiras para praxar, amanhã bem cedo.

Dura Praxis, Sed Praxis!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

segunda ronda

Quando eu pensava que (finalmenteeeee) estava de férias, eis que é público e sabido que tenho de ir à segunda fase, a começar amanhã. Com as lições que aprendi do Eça (no livro que saiu ontem com o Jornal i), quase não me apetece insultar suas mestras jóias: "depois de ter torturado o intelecto, caímos ambos [o Eça e o amigo] na melancólica banalidade de vos chamar flores e pérolas".

Anuncio, com pena e pesar, que irei retirar-me momentaneamente deste espaço enquanto tento, com elevado afinco, fazer a bodega das cadeiras - nem que seja com um 10zinho medíocre.
Saio então, fazendo minhas as palavras dele, não prometendo um regresso rápido nem alegre, pois "não se podem fazer promessas literárias quando se está tão singularmente estúpido."

Até já,
"Os meus respeitosos à Sr.ª D. Conceição, chuva de beijos às pequenas e fraternal abraço, do seu do coração. "

sexta-feira, 18 de junho de 2010

vontade, precisa-se...

Nestes dias em que devia estar super concentrada nas variações entre Teorias da Comunicação, Sociologia da Comunicação, Teorias da Notícia e Jornalismo de Imprensa ... aparece-me a Bu a pedir mimos e brincadeiras:



A Bu, com o seu mês e meio de existência, é a cadela do R. e da S., com quem partilho casa, e exige alguma atenção... Logo engraçou comigo e, como a ensinámos a subir a descer as escadas, agora segue-me se não lhe dou a atenção que ela merece. Acabo rendida ao seu ganir, a aturar as manias da criança - e a perder panos da cozinha, porque ela os apanha e, muito feliz, já está a roer.

Quando não é a Bu a distrair-me, são as séries que a sic passa a des-horas - a partir da meia-noite. Ou então não tenho mesmo a mínima vontade de pegar em apontamentos e ocorrem-me mil e uma coisas mais interessantes que podia estar a fazer. Depois lá me decido a estudar (vamos embora) e, como estou contrariada, daí a nada estou a baralhar autores e escolas e teorias - e tenho de voltar ao início. Finalmente, tudo acaba por fazer algum sentido e talvez haja esperança.

Falta de vontade, é o espírito.

Nota Importante: a minha conta de youtube sugere-me que veja o vídeo "Celine Dion - Because you loved me (live in Memphis)". Depois disto, estou ansiosamente à espera do dia em que me vai aconselhar a ver os fanvids do "Ghost, The Spirit of Love", com banda sonora dos Righteous Brothers. Damn it.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

se a minha mãe sabe disto!


(a partir dos 37 segundos)
^mais um vez, impecável Léninha ! :)


Maaas ... aquele cartaz fez-me passar mais de duas horas numa fila repleta de malucas do clube de fãs oficial !! Cartaz esse que, por estar autografado, já ofereci à senhora minha mãe que (afinal!) gostou imenso e guardou com imenso carinho :)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

after queima

É complicado reduzir todo o evento num só post. Em parte, porque não há interesse em divulgar toda a informação ("O que acontece na Queima... fica na Queima"). Mas vejamos, as noites do recinto foram umas senhoras noites - sendo que o mais relevante não foi a actividade do palco principal. A noite da Daniela Mercury levantou imensa poeira, o David Fonseca foi o delírio, o moche ficou a cargo dos Guano Apes e o histerismo atingiu picos absurdos na noite do Tony Carreira. Por falar nele, fique aqui exposto em público que esperei duas horas numa fila de grupos de fãs (como poderei esquecer a Menina Olga de Armação de Pera?) para autografar um cartaz que levei - haverá fotos em breve. Estupidamente, perdi o concerto (que queria mesmo mesmo ver) dos Azeitonas, porque foi muito complicado sair de casa da Luísa e encontrar o recinto. Os jantares ficaram divididos e, noite sim-noite sim, já se sabia o resultado antes de começar o jogo (aquele das cartas então: fatal como o destino!).
No domingo do cortejo, a minha mãezinha ficou profundamente transtornada ao ver-me banhada em cerveja - o chato foi pagar a bodega da lavagem a seco. Por isto e aquilo, acabei por fazer só meio cortejo - faço o que falta no próximo ano. Perdi a garraiada (já tinha nascido o sol, queria era um banho) mas não faltei ao chá dançante.
Encontros pelo recinto, mais que muitos. Esta é a altura do ano (devia aparecer no National Geographic) em que sai tudo das tocas para apanhar ar fresco e música de colunas, portanto encontrei montes de gente a quem já tinha perdido o fio à meada. Contudo, cerca de metade não se irá lembrar das conversas que tivemos. Depois de uma (ou duas?) directas, está a ser muitíssimo complicado ajustar os horários - quero continuar a acordar as 16h. A parte chata é que agora a faculdade está aberta e as aulas já começaram (já?!). Amanhã, se não adormecer, regresso à rotina das 9h as 16h. Boring ...

Próximo passo: começar a acreditar na existência de e x a m e s.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

AVISO

avisam-se todos os utentes deste espaço terapêutico que o mesmo se encontrará inactivo durante a próxima semana e meados da seguinte, derivado de uma forte e intensa vivência da tradição académica.

QUEIMA É EM COIMBRA,
tudo o resto são fitas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

kick-ass

O telemóvel tocou já passava do meio-dia - claro que, àquela hora, não era o despertador. Uma mensagem de um número que nem conhecia acordou-me e esfreguei os olhos, sem muita vontade, o suficiente para ler o texto. Era uma amiga a pedir um favor e, quando é assim, não há outra solução que não seja sair da cama. Depois de um duche rápido fui até aos Arcos esperar pelo 5, para o Estádio. O calor da tarde era insuportável dentro do autocarro, pior porque aprimorado pelos mil e um odores nada agradáveis. Cheguei ao shopping ainda ensonada e fui tratar do assunto que me tinham pedido para resolver. Depois, para animar, fui comprar a carteira que andava a namorar há mais de uma semana. Vai daí, lembrei-me que no domingo é o Dia da Mãe, e é suposto ter uma prenda. Decidi ser exuberante e gastar (bem) mais que 10€ numas pulseiras ou outra bijutaria casual. Fui à loja que ela gosta e comprei uma camisola - uma t-shirt, mas das boas.

Subi dois pisos e fui passar uns textos para a esplanada. Quando por lá estava lembrei-me de ir ao cinema e, depois de ponderar as horas a que conseguia estar em casa, decidi que sim, não havia problema - desde que a sessão fosse a das 19h, nem mais nem menos. O único a corresponder à exigência era o Kick-Ass e, que se dane, seja esse. Sem contar comigo, estava uma pessoa na sala (que dormitou uma meia hora da primeira parte). Confesso que ainda bocejei umas duas ou três vezes - mas não cheguei a adormecer. O filme começou mal, muito fraco. A segunda parte foi melhor (amei a cena dos tiros ao som de Bad Reputation). O saldo final é positivo, mas baixo. Certamente, não o voltarei a ver quatro vezes!

Serve este post apenas para confirmar que não escrevo "de vinte em vinte séculos", como dizem uns e outros.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

olha a estudante!

a melhor equipa que coimbra já viu num peddy-tascas saiu ontem para a eliminatória.
e é o máximo de informação que posso avançar!

(sem dúvida, as melhores equipas: Rosinhas e Cabralhões, impossíveis de parar!)

Olha o estudante a cantoralar
batina rota, capa a dar a dar
rasga a o sorriso, esconde o sofrer
o seu destino é cantar até morrer

p.s. talvez o lago do jardim da manga já tenha saudades nossas ...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

contagem decrescente




FALTAM 22 DIAS!





até lá, vamos aderir ao grupo "Pessoas que querem a Rosinha na Queima de Coimbra" - por esse facebook :)




Nota de rodapé que não tem absolutamente nada a ver com o post em causa: ontem, no jantar de aniversário da S. o Zé Pedro vem com a conversa do "sabes que hoje é dia Mundial do beijo?", mas como era uma citação - e tem muito mais piada quando dita pela sua criadora - só me ri! Qual não é o meu espanto quando hoje descubro, por esse google fora, que ontem era efectivamente o dia internacional do beijo!! Zé, sabias ? No próximo karaoke, vou cantar uma música a pedir perdão, numa de acabar com as bocas!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

a vida airada

Começou ontem, com programação cultural durante a tarde. Depois a Sílvia não queria cozinhar o jantar e fomos às baguetes das Amarelas. A rapaziada estava por lá - vidrada a ver a bola- e juntámos mesa. Tomámos café na esplanada do Cartola e chegou a Fonseca.

Da bonita esplanada, mudámos de ares até à escadaria do TAGV, que sempre é mais cultural, e tomámos os digestivos. Conversa daqui e conversa dali, acabámos na Associação mas, por causa do fume (estava uma fumaceira), saímos para o Feito Conceito e os seus amorosos cocktails. Daí, regresso às amarelas, e seguiu cada uma para a sua casa (a Sílvia ainda veio ao Refustedo pôr maionese no hamburguer).

Hoje eram 8h e toca o despertador. Diabo! As queridas do meu piso estavam a ocupar a casa-de-banho, dei-lhes meia hora para acabarem o banho - e nada! Como o que não falta na casa são polivans (coisa luxuosa), fui a outro andar. A porra do esquentador, só para me moer a santa paciência, não funcionou nem a coice! Esquece, vai ser banho de água fria. Tortura PIDesca, começamos bem!

O sol que se bate na minha rua logo as 9h da manhã dá para descongelar do banho, e segui em corrida ladeira acima - porque faltavam 5 minutos e o prof é dos que, passando um minuto da hora, fecham a porta à chave. Sem atrasos, ainda houve tempo de parar e comprar o jornal na banca da AAC. A aula custou a passar, também porque os meus apontamentos deixaram de fazer sentido na primeira meia-hora - e como tinha ali o jornal, nada melhor que tomar conhecimento das últimas.

Como somos boa gente, depois da aula vamos para o Cartola tomar café e falar da vida - maioritariamente, alheia. Trocam-se factos chocantes, exclusivos, investigações TVI e broncas típicas de faculdade. Eu e a Sílvia vamos até à Associação, na esperança de que me ofereçam um código da praxe. Como só estão disponíveis à tarde, para já levamos um Diário e Coimbra à pala. Evitamos ir de mãos a abanar.

Com o sol que está, e ainda agora são 13h... desconfio que a tarde será passada inteiramente na esplanada do Cartola, com início de actividades agendadas para as 15h. Ah... adoro Coimbra.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu Refustei-me

Terça-feira é dia de folga, decretou a Faculdade. Mas, bem mais que isso, terça-feira é noite de jantar no Refustedo (o meu amado e humilde loft). Afinam-se as gargantas à mesa e nunca faltam os hinos da grande artista Rosinha, mais que nossa santa padroeira.

Muda-se de música e de dança e chegam os pratos, directos da cozinha e atestados com arroz de atum, salsichas e hamburgers picados - é o que há, que não se queixem. Quem ficar com fome, tem sempre Bacalhau Espiritual à disposição, e sobremesas várias (cascatas de fruta, mousses, bavaroises, etc etc, que casa fina é outra coisa).

Em número, começamos a diminuir, mas a animação mantém-se elevada (só faz falta quem cá está). Refustedo é também confusão, e, primeiro que esteja tudo pronto para seguir, passam horas. Chegadas ao destino, as ladys (da night) reviram a lista do karaoke e acabam sempre a escolher NonStop - Ao limite eu vou. E fomos.

Depois, do nada, alguém vai cantar esta


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com



e ficamos todos muito abraçados, pudéssemos pagar de outra forma era o que faríamos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

27 - 10 - 2009

É cumprir tradição. Ser um jornal do futuro, o que equivale (em termos práticos) a ser embrulhada em papel de jornal; uma corrente de 8 ou mais latas atada ao pé direito, tudo design exclusivo da madrinha. Receber o kit e pôr (orgulhosamente) a chupeta ao peito. Atar uma pulseira: fazer três desejos. Seguir em direcção ao Pintos, comprar traçado e encher o penico.

Reunir em frente à FLUC e aquecer a garganta com os hinos - e traçados. Ver a Pc vestida de mulher das cavernas - linda, linda. Mais uns passos e levei um banho de cerveja (deu a avó) e eis que o fato começa a desfazer-se. Segue o cortejo até à rotunda do Papa, tudo atrás da bandeira, ainda calminho. Descemos até à praça e, a meio, infiltra-se a avó (a de 7o e poucos anos) no meio da festa, a gritar e a pular mais que os caloiros! Fotos e flashes com a mãe e depois com a avó (a outra dos 70 e poucos anos). Agora sim, reencher o penico. Esvazia, enche, esvazia, enche. Woooo... calma! Depois cerveja, pipocas e traçado. Segue a marcha!

Eu e a prima a abrir o desfile, de braço dado e penico na mão. Cantamos nós, dançamos e até levamos a bandeira - que era pesada. Corremos para cima e para baixo - porque ninguém pára Jornalismo, ninguém pára Jornalismo, alé-o! Por aqui algures encontram-se amigos e conhecidos - felizmente, família já não. Mais umas quantas fotos e o fato disse "adeus". [Aliás, sobreviveu uma perna que eu, quase de madrugada, cortei cirurgicamente - para recordação]

Chegamos à baixo e vamos no domínio. Perdemos as madrinhas e corremos tudo à procura delas - só faltou procurar debaixo dos degraus. Encontramos e não as largamos! Seguimos para o rio. Quase, quase, quase que chorei. A madrinha disse umas palavras (decorei "responsabilidade"); revela o nome de praxe (Mari Hendrix, com um sotaquezinho amoroso) e deixa escorrer a água. Como é tradição, paguei o jantar e fomos ficando as quatro, madrinha e afilhada, tia e prima - de praxe.

Sei que acabámos por chegar ao recinto. Dançámos como se não houvesse amanhã, ao som de uma banda que ninguém nunca tinha ouvido falar - mas que deu show! Por aqui, já devia estar afónica. Criaram-se coreografias para o "hot 'n' cold" e descobrimos que sabíamos a letra do Mama Mia. Eu e a prima abraçadas a saltar ou a dançar uma modinha. "Chorei a rir"! Ainda ficámos para o Quim e depois regressámos a pé, para ganhar sono. Um dia a 100, inesquecível.


"It's my life
It's now or never
I ain't gonna live forever
I just want to live while I'm alive

My heart is like an open highway
Like Frankie said
I did it my way
I just wanna live while I'm alive
It's my life "