sexta-feira, 11 de novembro de 2011

requintes.

a politiquice (particularmente, no ensino superior) tem requintes de malvadez tão deliciosos. quer se ganhe, quer não se ganhe, importa jogar com os ases escondidos. e quando menos se espera, caem os panos and it's show time!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

o regresso

estive tanto tempo sem aqui vir que agora não sei escrever para um blog. isto é meu? nem sei que vos diga. volto amanhã!

domingo, 2 de outubro de 2011

sem título.

Conheci esta loura porque me doíam os pés de passear na FNAC. Sentei-me num sofá, nem sei se podia, num canto com uma televisão. Ela já ia a mais de meio do concerto, indiferente aos meus pés doridos. A minha irmã, companhia e motivo das viagens nas estantes da literatura estrangeira, estava longe, entretida com os cadernos de viagens e os dicionários a traduzir tudo para português. Elas já se conheciam, eu é que não. Então ali fiquei, sentada, à espera que não me doessem mais. Nada mais havendo a fazer, vi televisão. Num palco arranjado, com muitos músicos de bom aspecto, estava a tal senhora, num grande piano de cauda com um microfone pendurado. Era uma boa imagem, um bom ambiente e um bom piano. Mesmo eu, que percebo tão pouco de pianos, vi logo que aquele era, certamente, um bom instrumento. Havia um maestro, uma orquestra, flautas e um negro nas percussões. E tudo muito arranjado, em tons de azul, preto e branco. Ela não tinha mãos de pianista, mas tocava, os dedos a brincar com as teclas e a cara tremia, fugiam-lhe uns sorrisos e uns trejeitos engraçados. Nisto estive entretida, passou meia-hora. A minha irmã ainda dava voltas nos dicionários, muito indignada por não haver nada do que queria. Depois fartei-me de ali estar sentada, incomodada com as pessoas que passavam e me viam a olhar para a televisão. Eu, com as pernas muito mal cruzadas e um casaco azul a jogar aos contrastes com o vermelho do sofá. Danei-me, assim é que foi. Virei costas a tudo, segui. Nisto, ainda eu estava aborrecida de ali estar, vejo a minha irmã já com um braçado de Garfields, Mafaldas e Asterixs. E olhos derretidos a apreciar as capas, depois devorava uma ou duas tiras e ria discretamente - não é verdade. Estendeu-me uns quantos, anda brincar. Não compramos nada, saímos de lá só com a memória de umas gargalhadas mais ou menos contidas.
Ontem, a 30 de Setembro, queria ter enviado por correio azul um montão de bandas desenhadas e dicionários e sofás vermelhos. Mas andei ocupada a fazer rotundas, piscas e estacionamentos. E só posso andar mal de memória, mal da cabecinha como diz a avó. Só agora, a abrir o mês de Outubro, é que me lembro da loura. She, maybe the face I cant forget. Ou talvez possa, valha-me deus. Afinal, nem título dei ao caraças da reportagem. Enfim, tudo tretas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

o dia

Olho para este blog com um ar gravíssimo de estranheza. A total ausência de mensagens subliminares a avisar os turistas do dia de amanhã é notável. Contive-me, desta vez. Culpo Espanha, por não me deixar tempo livre para perder na internet. Neste país, não consigo ter vida para férias porque, das duas uma, ou há um concerto muito brutal nos confins do mundo (e eu vou) ou a Escola de Música decide desabar-me em cima, com 14 crianças hiperativas - e musicalmente descoordenadas. E é nesta conjuntura que já é véspera de dia, e eu deixei a festa para os outros fazerem. Louvor seja feito à minha irmã e ao seu celestial tiramissú. Não ouso falar do cheesecake decorado com amoras verdadeiras (roubadas) porque o blogger tem limite de carateres. No meio do circo que é preparar um almoço+jantar de aniversário a senhora minha mãe optou por um novo corte de cabelo - muito na linha da Shakira, no videoclip da Rabiosa. Para completar (e finalizar) este bonito quadro festivo há a acrescentar chamadas telefónicas da Suiça e tu, TC, quando perguntas com o teu ar mais fofo "quem é que está quase a fazer aninhos?".

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"vais falar aí da Dona Rosa?"

Estar de férias é partilhar a casa com muita gente e inventar receitas de frango no forno. É tomar banho nos regadores da relva e ter vizinhas que querem falar da operação ao joelho e das hérnias. Estar de férias é beber-cair-levantar!
Mas a vizinha, ai a vizinha. Não há Rosa como ela! Já me arranjou um frasquinho de alcool etílico (aquele das feridas que arde muito, perguntou para confirmar) e meia dúzia de folhinhas de louro para temperar o jantar. E nem quer um perninha de frango, porque há noite só vai mesmo um chá ou um leitinho e duas fatias de pão torrado.
E a Dona Rosa tem (mesmo) um vasinho de rosas à janela.

domingo, 24 de julho de 2011

clube dos 27

Não é o nome de uma casa de bingo nem de meninas. É um clube; o clube dos talentosos viciados que morrem cedo. Entre outros, Jimi Hendrix e Janis Joplin. Junta-se agora a Amy - a louca Winehouse. Eu acredito que isto na verdade é tudo uma armação para enganar a povaça e que eles estão todos reunidos na ilha do Elvis a jogar à sueca, beber umas coisas e fumar outras, cantar cantigas e fazer amor. Seja como for, muita paz. E, para a próxima, tenham juízo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

the bare necessities of life

Porque nestes dias a minha vida pode resumir-se, com toda a franqueza, a filmes, passeios, jantares e centros comerciais, festas, compras e calções. Sem esquecer a simpática senhora do mini-mercado que me descontou 50 cêntimos no pacote de rosquilhas, porque ficou muito orgulhosa por eu ter feito as cadeiras todas com relativa distinção. Não acredito que isto seja karma, ou bruxaria do género, são só as férias. O descanso, e a minha mãe com mil perguntas e inquietações. Vou iniciar a contagem decrescente: segunda-feira vai ser mesmo a sério. Ainda tenho de ir ao lidl comprar congelados!