
terça-feira, 19 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
or don't give it to me at all
"Por muchas noches en blanco que una dedique a pensar en su biografia sentimental, la verdad, es que encontrara pocas soluciones. Podrá parchear tal o cual relacion, pero al final, volverá a pasar lo de siempre.. que en un momento dado saltara en pedazos. Como tantas otras veces! Porque uno es como es, y no es facil dejar de serlo para querer a alguien, es casi… un combate perdido de antemano. A si que lo mejor que nos podia pasar es que las relaciones sentimentales vinieran con fecha de caducidad, como los yogures. A si sabriamos de antemano cual es la fecha del final, y no perderiamos el tiempo en inseguridades, sospechas ni discusiones, nos dedicariamos a disfrutar cada momento hasta la ultima decima de segundo, aunque ... si lo piensas… lo bueno de no tener fecha de caducidad, es que nos permite seguir soñando , con que esta vez si, ese yogur, pueda conservarse para siempre."
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Agora a sério. Isto é como os iogurtes, mas não é tudo preto e branco. Há cinzento, que também é uma cor, como diz a T. E não é que este iogurte em particular esteja estragado, ou fora do prazo. Só que agora não me apetece, enjoei do sabor. Está amargo. Enquanto andavas por aí a ser feliz, eu desemerdei-me (com os meus muitos amigos, sim) e descobri outras coisas no frigorífico. E agora, não é no mural do facebook que me conquistas. Estiveste mais perto com cerveja de tequila. Não somos "incondicional", isso nem a vida. E como eu já deixei de brincar ao faz-de-conta, agora ou é a sério ou não é (de todo, coisa nenhuma). É como diz a outra: give it to me right, or don't give it to me at all.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sem meias.
A Ritinha sabe que eu, às vezes, tenho insónias. As cabras não tiram férias, atacam quando lhes dá na ideia. É uma coisa muito aleatória. Entenderam, as cabras, que hoje era um bom dia (boa noite, leia-se) para incomodar. Os lençóis enrolavam-se nas pernas, a cabeça não aterrava na almofada, eu sei lá, estava toda do avesso. Danei-me! Vesti umas calças e enfiei uma camisola. Calcei as sapatilhas mais rotas que tenho e fui para a rua. Por engano, na mala que agarrei estavam os cadernos de socio-economia. Mas insónias não são compatíveis com estudo, nunca foram. Desci até à praça, para um café qualquer. Educadamente, fui expulsa de um que fechou à meia-noite e de outro que fechou à uma. Merda de horários têm estes cafés, depois refilam que é da crise. Enfim, desci a avenida, fugi dos bares e discotecas. Voltei a subir, encontrei um sitiozinho perfeito (que só fecha às 4h!). Pedi um (outro) café - se não as podes vencer junta-te a elas, não é? Sentei-me e fiquei especada a ver a Katy Perry na televisão. Que péssimo gosto musical tem este "flavours-bar-lounge". Nisto, a funcionária com cara de Escola Básica trouxe-me o café, acordei da hipnose. E, olha, depois fiquei a pensar no quanto queria escrever-te coisas bonitas e arrebatadoras. Na tua prenda de aniversário (atrasada como o caraças!) que encomendei hoje. No teu dom sobrenatural para comentar espetáculos de sábado à noite e detectar personagens dos filmes. Fiquei a pensar, mas foi sem querer. A minha cabeça tem uma tendência muito estranha de procurar o teu ombro, mesmo quando não estás aqui ao lado. E agora, porque não estás, caio em cima das folhas que não usei do caderno de (fingir que) estudo. Mas trocava o meu dentinho que está a nascer por ter aqui esse teu ombro. Por ti, e só por ti, dormia sem meias.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
bom feeling
Não é assim uma alegria murcha. É uma animação gigante, ridícula, pessoal e intransmissível. Sou eu a chegar a casa a cantar (leia-se: gritar) o "Sol da Caparica" e a fazer a parte da bateria na tampa do contador da energia. Espetar dois xutos e pontapés na porta e entrar no quarto num solo irreprimível de air guitar. Uma sensação de missão cumprida - mesmo que muito aldrabada. É um alívio do caraças ter os trabalhos entregues, os exames feitos. E nem me vou chatear se não for uma das 9 positivas a socio-economia dos media! Estou tão no topo que nem os rebeldes da Líbia me metem medo. Não tenho motivo, mas estou a adorar o momento. É como se tivesse comido uma caixa daqueles cogumelos malucos! E, olha lá, hoje não nem contigo estou triste. Anda, vai ser feliz! Pronto, beijinhos às primas!
terça-feira, 21 de junho de 2011
nao consigo estudar.
O exame e daqui a uma hora - e o teclado desdes computadores manhosos da faculdade nao permite acentos! Cheguei aqui cedo, para imprimir umas papeladas que tenho (tinha) de ler para o exame. As atordoadas que "trabalham" na reprografia nao tem o computador a funcionar, e ainda ralharam porque nos (os estudantes em geral) nunca lemos os avisos ... neste caso, um miseravel papelinho rasgado, pendurado numa corda, que diz "Nao da para imprimir". Fui ao auditorio do 6º piso, e o funcioario pançudo diz-me que as impressoes ficam a 5 centimos por pagina, e ainda tinha de ir ao 4º comprar as senhas. Nunca! Desisti, fui para o bar discutir os pressupostos de uma entrevista com os Pedros. Agora regressei ao auditorio, so porque tem computadores. A ideia era vir ler o material que esta na pen - e que nao vou imprimir, tendo em conta o preço exorbitante de cada paginazinha! Mas, olhem, isto ha-de ser o que Deus quiser. Ainda li umas linhas, na diagonal, mas fiquei aborrecida demais. E ridiculo, mas faltam 62 minutos para o exame que me vai valer a nota de uma cadeira e so consigo concentrar-me na ida ao cafe, depois das 16h. E ridiculo. Bem, vou ver se estudo. Sem garantias. Porque chegou o verao - uma das muitas desculpas para nao ler o apoio bibliografico da cadeira de radio II.
P.s. esta um tipo meio indiano a jogar farmeville dois computadores a minha frente.
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Disseram eles "jornalista está a dar"
domingo, 19 de junho de 2011
otros planes para tí.
"Decía John Lennon que la vida es lo que te va sucediendo mientras te empeñas en hacer otros planes y tenía razón. Planeas tu matrimonio, la casa donde vivirás, el colegio al que irán tus hijos, planeas hasta el color que tendrá el puto sofá... pero los planes son solo un dibujo en una servilleta de papel y por mucho que te empeñes, al final, tus planes le importan una mierda al resto del mundo. Y puedes ponerle cabeza, corazón o un taco de servilletas emborronadas con sueños, que la vida, tiene otros planes para tí..."
Los Hombres de Paco, temporada 7, último episódio
quinta-feira, 16 de junho de 2011
eclipse
Lembro-me de quando era criança, lembro-me do primeiro eclipse. Estava na Figueira da Foz, em casa da minha avó, com a minha irmã. A avó Albertina equipou-nos com aqueles óculos especiais que ofereciam nas farmácias. Nunca percebi, mas tínhamos de os usar. Sei que estava ansiosa para ver o que acontecia à lua, sem querer saber dos óculos. Subimos depois as escadas do prédio até à janela mais larga do piso de cima. Por alturas, cabíamos todas. Foi rápido, nada de especial. Desconfio que não achei piada nenhuma àquilo. O interesse era mesmo espreitar por baixo dos óculos, mas ninguém me deixou.
Agora, com 19 anos, perco eclipses. O primeiro do ano, e eu a passear nos Arcos, na rua do Jardim Botânico, à procura, sem óculos e sem ver a lua. Desisti. Vai à merda, eclipse. Um fenómeno lunar também não pode ser assim tão importante - acho que até era, enfim. Tinha um plano e correu mal, porra. E já não há mais eclipses. Ups.
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