quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011

Sem glamour nenhum, a passagem de ano vai mesmo ser por casa, de pijama e pantufas. Com a companhia amorosa de toda a Brigada do Reumático. E, ainda mais seguro que isso, depois da meia-noite vamos ter de ficar em silêncio para ouvir a Júlia a anunciar o/a vencedor/a da Casa dos Segredos! Façam as vossas apostas, porque ninguém quer saber da crise enquanto houver bons programas no canal 4!

P.s. Ana Isabel

desejamos a todos os portugueses

Se fosses mais vezes assim, eras bem mais interessante.



Força Alegre!

domingo, 26 de dezembro de 2010

€ Natal

O natal é muito bom porque dá dinheiro às pessoas (eu, por exemplo). Vou comprar prendinhas para toda a gente e faço embrulhos muito bonitos, com direito a laçarote vermelho - para ficar com ar natalício. Ainda hoje fui à missa, e a minha vontade é ir ao shopping. Com a carteira debaixo de braço, como só a Tatiana sabe andar, e percorrer o corredor do centro comercial.

Acabo sempre a fazer contas de cabeça em frente à secção das promoções. O dinheiro não dá felicidade, mas andar sempre a zeros não dá com nada!

P.s. só me falta comprar o livro essencial para iniciar o estudo do exame de dia 5.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

quando Eu nascer.

No Natal fico tipo Billy Mack (do Love Actually) e parece-me que o Christmas está all around. Porque só no Natal os condutores dos SMUTC esperam um segundo antes de arrancar e nós não vamos projectados contra o vidro. No Natal só há Erasmus na esplanada do Cartola e, com o frio, nem os hippies aguentam fumar no Jardim da Sereia. E, ainda mais especial, na minha rua luta-se pelo primeiro lugar no concurso de 'Iluminação mais Foleira'.
E eu, muito dentro do espírito, vejo jingles natalícios em qualquer canção. Imagino assim um puto que ainda não nasceu mas já está a pensar: "quando eu nascer vou ser alguém". E depois então é que vem a estrela e a criança nasce. Começa a espernear por causa do frio e do cheiro do gado. E, efectivamente, chegou a ser Alguém.
Há mesas cheias e doces no frigorífico, mais nódoas de chocolate na toalha vermelha - que era nova. E quando chegamos da missa do galo vamos a correr abrir os presentes que, aqui, não estão debaixo da árvore porque foi comprada no chinês e só mede meio metro. Entretanto, com roupa acabada de estrear, muda o ano. E pensamos todos que vamos ser Alguém - foi esse o pedido da última passa.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Classe da São Miguel

O trabalho de Rádio do meu grupo é sobre os programas da manhã. Uma reportagem de 10 minutos (mais 5 de tolerância), com entrevistas a uma rádio universitária, uma regional, e duas com emissão nacional mas bastante diferentes. Ficaram escolhidas a RUC (Rádio Universidade de Coimbra), a RSM (Rádio São Miguel, com emissor no distrito), a Rádio Comercial e a TSF. Por ser a única que consegue ouvir a São Miguel ao fim-de-semana, fiquei com esse encargo. Eis um resumo dos contactos efectuados, com vista à gravação da entrevista para o trabalho.

Dia 1,
Retirar toda a informação possível e imaginária do site e analisar tudo muito bem. Enviar um mail a explicar em detalhe o trabalho e com a identificação do grupo. Adiciona-se o pedido de entrevista por telefone e a gravação da mesma. Tudo usado única e exclusivamente para o trabalho (aliás, para que outro fim poderia querer a entrevista? mandar as respostas para a Maria e comprar a capa?).

Dia 2,
Como não recebi resposta ao mail, voltei a mandar o mesmo. Liguei para o contacto no site, supostamente o da secretaria. Ninguém atende - durante todo o dia.

Dia 3,
Finalmente alguém atende o telefone! "Bom dia, Escola de Condução do Alto de não-sei-quê". Como?? Este contacto não é da Rádio São Miguel?? "Ah, o número é o mesmo. Diga, diga". Voltar a explicar tudo o que ia no mail, desta vez para a secretária (e possível professora de código da estrada). Entrevista garantida, gravação autorizada, voltar a ligar no dia seguinte às 11h.

Dia 4,
Afinal as garantias da véspera não estavam assim tão seguras. A produtora/jornalista/locutora das manhãs afinal não podia/queria responder. "Ela não quer assumir a responsabilidade de lhe responder às perguntas, até porque nem sabe o que é que a menina quer saber!". Como se lhe fosse perguntar quem matou o Kennedy. Nem com a promessa de enviar as questões por e-mail a senhora cedeu. A única hipótese era ligar ao "Patrão" (será o dono da Escola de Condução ou o Director da Rádio?), às 15:30 do mesmo dia. "Mas olhe que ele nem sempre vem cá trabalhar, pode ser que já não o apanhe cá". E assim foi: liguei as 15:30h ainda não tinha chegado; liguei às 16:15, tinha acabado de sair. Depois de uns minutos de hesitação, eis que aparece o contacto pessoal do Boss. Liguei e fui ignorada durante todo o tempo em que apresentei o grupo, o trabalho e o pedido. Pelo meio ainda tive direito a um "oh Zé, passa-me a porra das chaves!" e meia dúzia de "sim-sim, pois-pois". No final da minha exposição, segundos de silêncio (enquanto ele percebe que eu já me calei e aproxima o telemóvel da orelha). E, muito indignado, sai-se com um "Oh menina, isto não é assim! Pensa que isto é a casa da tia?". E eu, ainda sem perceber: "desculpe?". Afinal, aquilo não era mesmo assim: tinha de enviar um e-mail a apresentar o grupo e o trabalho + um e-mail com todas as perguntas + um e-mail com o porquê de querer entrevistar alguém da Rádio São Miguel + um mail com a explicação da necessidade de gravar a entrevista e garantias de que a gravação era apenas para o trabalho. E depois era esperar que eles na próxima semana analisassem o pedido, e ainda tinha de voltar a entrar em contacto. E quando eu digo que até já mandei mail, recebo um "isso não me interessa para nada, não é esse endereço". E finjo que aponto o correcto, para depois desligar a chamada e dizer 'FUCK YOU' (em português de Portugal) no máximo do meu volume.

Dia 4 - após São Miguel
Primeiro liguei à Ritinha, para poder insultar os acima referidos. Depois decidi mudar de rádio e virei a pesquisa para a Popular de Soure. Em 10 minutos estava a ligar para o número que estava no site, para ser quase imediatamente atendida por uma funcionária da Administração - da Rádio, não de um Talho, Padaria ou Loja de Ferragens. Volto a introduzir o assunto e, antes de lhe dar espaço para passar a chamada, conto toda a história com a São Miguel. E ela, muito compreensiva, "Pois, realmente. Foi uma grande falta de delicadeza." Desliguei a chamada na esperança de que, pela primeira vez no dia, alguém cumprisse o prometido: entrar em contacto com o Produtor das manhãs e ligar-me depois. E ligou, nem passados 5 minutos, porque o indivíduo estava numa reunião mas, se eu não me importasse, podia fazer a entrevista a um jornalista que trabalha durante as manhãs. E, depois de me deliciar com a música do atendedor durante uns segundos, recebo um "Boa Tarde" numa voz quente de homem da rádio. E penso: começo a gostar deste trabalho.

E foi assim que, depois de uma "grande falta de delicadeza", Mariana Pardal conseguiu 7 minutos de entrevista com a Voz. Fez-se justiça!

P.s. Queridos da São Miguel, não posso estar senão eternamente grata pela vossa colaboração. Fiquem sabendo que vos eliminei do carro da minha mãe e do rádio da cozinha. Nunca mais irei sintonizar 93,5. Rádio Popular de Soure, eis a vossa nova fã.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

terceiro 4º dia.

Deixei-me dormir toda a manhã, só abri os olhos quando o sol ficou mais forte que a cortina. A medo, escorreguei da cama e contemplei o caos do meu quarto. Primeiro pensamento do dia: "tenho que arrumar". Aspirei tudo, sem ver que o cabo estava enrolado na cadeira. Parti uma caneca - que estava onde não devia. Depois lavei a cara e sentei-me ao computador para trabalhar. Esqueci-me do almoço e, quando me lembrei, já a cozinha estava nojenta - mesmo para atum com massa ou sandes de fiambre.
Depois a minha mãe veio de Montemor para me trazer um aquecedor e passou no Mac para me trazer o jantar. Tudo porque no domingo, quando fizeram falta, não estiveram. Mas sem ressentimentos. Pela tarde, a Bárbara apareceu desgostosa, mas acabou por sair rápido para resolver o assunto. Ainda nem sei se ficou resolvido ou não. Fiquei com a Patrícia a ver o extra da Casa dos Segredos, já com a companhia do aquecedor que veio lá de casa (da minha casa).
O trabalho de Rádio foi pelo cano. Ninguém me atende para as entrevistas, há pouca informação na net e tenho que aturar um programa da manhã chamado "Hora do Camionista". O momento mais produtivo do dia foi uma carta. Escrevi uma carta, sinto-me gente importante. Planeio, agora, deitar-me a ver a Passione ou a novela da TVi - que tem uma miúda a fazer papel de histérica. Aliás, um bocadinho mais histérica que as outras todas, só isso.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CF 1139

Hoje é o 4º dia. O convívio tem três, mas o caminho nunca acaba antes do 4º. Ontem, no encerramento, dizia, a tremer ao microfone, que senti a alegria e as lágrimas, as dúvidas e algumas respostas. Mais que isso, senti a certeza de uma amor que se vive em cada abraço, em cada mão no ombro e em cada gargalhada. Ficou por fazer o pedido de que este 4º dia (que são todos, de hoje em diante) sejam cheios de tudo aquilo que ficou condensado em 3. Fora daquela casa, nada será tão fácil - mas se fosse fácil qual era o interesse? E o caminho foi feito para andar, não para correr sozinho. Hoje, saí de casa de manhã e fui à faculdade. Ao fim da tarde passei na baixa e comprei uma agenda para 2011. Dia 9 de Janeiro, primeiro Encontro.

"Vai pelo mundo mostrar a tua herança
Sê conviva da paz e do amor,
Nesta terra brotará nova esperança,
Somos povo, a festa do Senhor!

1. Vem, Senhor, dá-nos tua mão
Tua luz na noite se faz da
Teu amor alegra o coração
Teu caminho é fonte de alegria

2. Somos jovens, profetas dos céus,
Da paz, da palavra que renova
Anunciamos a Festa de Deus
Levamos connosco a Boa Nova"

Convívios Fraternos
nº 1139
'este é de imensa qualidade!'

sábado, 20 de novembro de 2010

é natal, é natal, lailai lai ra laaaai

Adoro o Natal. Sou doida por esta algazarra toda: as luzinhas, pinheiros, gorros, fitas e calendários de chocolate. Desde há duas semanas que estou (quase a viver) numa Venda de Natal. A minha equipa do voluntariado precisa de dinheiro, então resolvemos arranjar mantinhas e compotas para vender. Tem sido o auge! Papo os turnos todos, das 10h às 20h e só com uma pausinha para almoçar. Todo o santo dia passa música de Natal nas colunas - seleccionada pelo meu excepcional gosto apurado para temas natalícios. Acordo sempre cedo, vou para o banho já a assobiar o 'Baby it's cold outside' - nem me custa sair da cama as 8h, como é milagre. Às 9.45h estou a tomar café no Brasileiro, junto à Venda, e entro à hora certa. Tirando as quartas-feiras de manhã, se na terça à noite tiver havido karaoke.
O essencial da questão é: estou completamente no Natal! Preparada para ficar maravilhada com a (sempre) emocionante performance do Coro de Santo Amaro de Oeiras, suas roupinhas com gola debruada e aquela versão inesquecível do 'A todos um bom Natal!'.
TVI, deixa a Casa dos Segredos e começa a emitir Galas de Natal semanais!

domingo, 7 de novembro de 2010

segunda-feira há vira.

O trabalho de rádio tem as suas vantagens: por ouvir emissões e emissões de 92.0 (Rádio Amália) aparecem algumas pérolas, uns fadinhos jeitosos de se conhecer. Daí a aturar Carminhos e Mísias vai um longo caminho, Jesus! Tenho passado bons momentos a anotar as dedicatórias dos Discos Pedidos - nesta rádio, chamados 'Senhor Fado'. Logo no primeiro dia ligou a Dona Otília que, com 70 anos, prefere ouvir e emissão na internet mas, sempre que sai à rua, leva a Amália no telemóvel porque a filha pôs aquilo de modo que desse. Uns cinco minutos depois, era o Artur "mais conhecido por filho do Chico do peixe" a pedir um fado qualquer. E quando eu pensava que já não havia nada melhor, eis que uma voz de senhora do mercado deixa encomendado o fadinho e avisa que não vai deixar beijinhos para a Elvira Russa porque ela é uma bandidona que a deixou sozinha no outro dia e que no fim-de-semana vai levar porrada! Não há beijinhos nem para essa nem para a outra amiga, só para o bairro da Boavista - "qu'é um ganda bairro!"
E do nada, sem pedido nenhum, aparece a Maria da Nazaré a cantar qualquer coisa como "ser Fadista é dar a mão à saudade (...) ser Fadista é destino que se perdoa / oração à fé de Lisboa / ser Fadista é ser Português". E é quando eu me lembro que a vi ao vivo na Casa de Fado, quando fui a Lisboa - e era uma pessoa financeiramente feliz. Agora, fados só pelo computador (nem pelo telemóvel, como a Dona Otília). O chato é que segunda-feira isto tem de estar pronto. E eu não me importava nada de esticar o prazo, pelo menos mais uns meses.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Porto - Brussels (Charleroi)

Fui imprimir os bilhetes da Ryanair ao centro de cópias para estar tudo bem legível. Tinha a roupa toda escolhida e a mala pronta. E na véspera recebo um e-mail a dizer 'o seu voo foi cancelado'. Enquanto os Franceses não rebentarem com a porra do país, ou forem à tromba ao Sarkosy, os aviõezinhos não levantam. E à custa dos controladores aéreos andarem a brincar às greves, eu é que me lixo e fico em terra. As alternativas eram, basicamente, gastar o equivalente a 3 mesadas e implorar aos céus para que esse voo também não fosse cancelado.
Que se danem todos, um dia vou ser estupidamente rica e comprar um avião. E aí, Francius do caraças: kiss my ass.

Até pode soar muito mal, mas há alturas em que odeio o direito à greve.

domingo, 24 de outubro de 2010

go tell it on the mountais

Fiquei danada quando o despertador tocou às 9h. Mas isto hoje não era sábado? Porra. As 10h já estava no Senhor Doutor, de onde saí às 13h, directa para o almoço. Rica ementa: odeio jardineira (têm ervilhas, qual é a dúvida?). Depois de andar a brincar com elas no prato (a fazer smiles e outras criancices) declarei fim ao primeiro prato e saltei da fruta para o chuveiro, para um duche quente. O secador de cabelo dá sempre sono, estou ali mais de meia hora a aquecer o ar - cabelo, zero. Correr escada acima (e escada abaixo, porque deixei as folhas para trás), escolher o repertório da noite e imprimir as fichas para as aulas da tarde. Isto tudo numa hora, ou assim. As 16:38h estava a chegar (atrasada) à sede da Filarmónica para dar a aula de flauta à miúda - que ainda nem tem flauta. Só a minha infinita paciência! Depois, 5 minutos de intervalo para respirar e alinhar os chacras. Com o espírito muito mal aliviado, subi as escadas e lá fiquei uma hora com as crianças, na aula de formação musical. O teste diagnóstico era (quiçá) muito complicado - ficaram a olhar para mim tipo boi-palácio.
Às 18:30h fechei as portas, avisei na secretaria da minha ausência por motivos de visita à irmã que está na Belgique e segui em direcção ao Chinês. Já tinha comprado o tecido de manhã, a caminho do Senhor Doutor, portanto só faltavam dois pares de collants azuis, para as minhas caloiras usarem no cortejo. Entretanto, já o Bruno estava a ligar - e a aparecer -para irmos ao Inter fazer umas compras (basicamente, o jantar!). Com 3,50€ de sandes, batatas, fiambres e derivados, pastéis de nata e coca-cola ficou feito o manjar. Do Inter fomos para a Casa Paroquial, supostamente arrumar o salão e preparar o espaço para a reunião das 21h. Acabámos por acender a lareira, mudar os sofás e jantar na mesa do Padre. Nisto já eram horas de ir apanhar a boleia para São Silvestre - porque fomos contratados para ir animar uma festa de aniversário. No caminho, apanhámos o terceiro elemento: a Susi. Uma entrada triunfal e tudo muito emocionado com os nossos dotes vocais e instrumentais. Ficámos nisso até à 1h da manhã - depois pagaram o serviço e trouxeram-nos de volta a casa.
Agora, finalmente, estou na cama. A preparar as folhas com os cânticos para amanhã - e a ouvir músicas de Natal de qualidade duvidosa. Com este frio já começa a apetecer.

(dizia o prof. que a vida de jornalista é muito stressante, é andar sempre a correr de um sítio para outro e gostar muito daquilo que se faz. eu já estou em estágio - e até me pagam, mal ... mas pagam)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

casa abandonada.

É um espaço abandonado, o que sobrou de um ginásio que faliu à pressa e levou os móveis que havia para levar. A entrada (que era a saída) já não tem porta e a parede está escavada. O Rocha e o Fernando apresentaram-me aquilo no ano passado, quando foram roubar um aspirador e posters de tipas semi-nuas a publicitar calçõezinhos e bebidas energéticas. Apanhei um cagaço na sala de espelhos - era de noite e a luz do telemóvel não deu para perceber que era só o meu reflexo. Ontem voltei lá com as duas novas inquilinas da casa.
Ainda me lembrava do sítio das escadas, do sítio onde mandei uns berros - e do sítio onde estava o aspirador. Era outra vez de noite e só tínhamos as lanternas do telemóvel. O que eu não esperava era encontrar a porta do segundo piso aberta, depois do hall da recepção. Aí, era tudo novo para mim - e desta vez não tinha nem Fernando nem Rocha, só a Daniela e a Ana. Agarrei num cabo de vassoura e fui explorando o terreno semi-iluminado. Já não estávamos no ginásio. Ali eram os gabinetes e salas de um consultório privado de fisioterapia e estomatologia. Havia placas nas portas e tábuas a trancar a entrada principal. Na casa-de-banho ainda estavam pendurados rolos de papel higiénico e havia quatro sabonetes líquidos, já com a cor alterada, em cima do lava-mãos. O chão era alcatifado e as salas bem espaçosas - pelo menos agora, sem móveis. Não havia mais nada para descobrir no rés-do-chão. As escadas que subiam tinham muito pó e as aranhas começavam a instalar-se. No primeiro andar nada mais que uma porta semi-arrombada que ainda tentei, sem sucesso, abrir. As escadas até ao segundo andar eram ainda mais velhas, de madeira e com buracos em alguns degraus. A porta estava aberta e a fechadura tinha sido forçada com um pé de cabra (digo eu). Entrámos, o cabo da vassoura outra vez a abrir o desfile. Um corredor central e várias portas. Logo à direita a casa-de-banho, ainda com uma boneco colado na porta, em folha branca, ao qual alguém acrescentou a legenda "aqui obra-se". Daí para a frente eram quartos, alguns ainda com pedaços de papel de parede alaranjado, com sapos, e um espelho meio sujo. A última porta era a cozinha e tinha afixado um papel que dizia "comida quente e boa". Tinha fogão, forno, um armário pendurado na parede, um tanque, dois lava-louça e uma mesa pequena. Depois de deixarmos tudo revirado em conjunto, cada uma foi rever o que mais lhe agradou, antes de descermos as escadas até ao ginásio. Espreitei pelos quartos um a um. Nada de característico, nenhuma marca deixada pelo anterior habitante. Mas no último quarto, o que estava sozinho na ponta do corredor, dei com isto atrás da porta.

"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca
Palavras de amor, de esperança
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que tem beijam
Quando a noite perde o rosto
Palavras que se recusam
Os muros do teu desgosto

De repente coloridas
Entre palavras sem cor
Espetadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neill

Com a minha voz de ler poesia, corri o texto de alto a baixo. Li tudo sem parar, com a luz fraca da lanterna do telemóvel. Acabei e disse o nome do autor. Pensei que tivesse feito uma grande coisa, mas alguém do outro lado responde "achas que dá para levar o armário da cozinha?". E eu arranquei o papel da porta, meti no bolso e preparei-me para descer as escadas. Fica muito bem na minha parede, já não vou devolver.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

NK

Porque nunca me arrependo de ir ao Karaoke.
Abençoadas manhãs sem aulas e feriados da República. Hoje fico de cama, com chá de frutos do bosque. Nisto, lembro-me da toina que todas as noites vai cantar aquela música misto de kisomba com funaná - como se apenas um dos dois não fosse suficientemente poderoso. Mas ontem ainda foi mais bonito: um casalinho hiper-apaixonado (ela semi-nua, ele muito mal vestido) a cantar temas da Rita Guerra e não-sei-mais-quem um para o outro. Lindo, lindo, lindo. Mantendo a tradição de quando éramos caloiras rebeldes, ficamos até fechar e somos as últimas a abandonar o recinto, ainda a entoar um qualquer fado de Coimbra.
Porque nunca me arrependo de ir ao Karaoke - quinta-feira volto lá.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

brise toque e fresh

Saio de casa carregada de sacos, qual soldado que vai meio ano para o Líbano. Quando chego ao meu loft em Coimbra é raro o domingo em que não me surpreendo com a imensidão de congelados, iogurtes, leguminosas e pão que a minha mãe enfia no saco - está quase do tamanho de um trolley. Neste caso, tenho a agradecer os quase 20 kilos de nectarinas (parecem pêssegos) que poderei comer alarvemente durante a semana. Nisto, já encontrei um novo préstimo para a dita fruta: ambientador. Tem um cheirinho a natureza viva que é um mimo! E se a minha irmã andou a perfumar o carro, durante Agosto inteiro, com 5 limões verdes, quem me impedirá de espalhar uma meia-dúzia de nectarinas pelo quarto?

Estou ansiosa pelo coqueiro que irei trazer na próxima semana. Ou quiçá uns valentes pés de morangueiro, assim fecho as janelas e faço estufa. Vende-se fruta no Refustedo!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

a praxe é dura, mas é praxe!

Nunca tinha sentido que dois dias pesaram tanto como um mês inteiro. Domingo a noite foi dedicada a preparar os cancioneiros para suas excelências os caloiros. Segunda-feira a praxe começou (mesmo) cedo - e ainda houve uma caloira que se misturou com as de direito porque, segundo declaração da própria, tinha pressa em ser praxada e não encontrava as doutoras de jornalismo. Logo ali fiquei fula. Das 14h às 16h foi a bonita aula fantasma, com a caloirada a acreditar em cada palavra do 'Professor' Zé Pedro. Tudo muito apavorado, a levar respostas tortas e alguns semi-insultos. Depois do jantar, as caloiras que me tinham odiado durante o dia já queriam ser amigas forever - só porque me apanharam fora da Capa e Batina.
Como as caloiras insistiam em não cantar, e para defender a honra da casa, teve de ser o segundo ano a atacar forte nos despiques - que ninguém volte a ter a triste ideia de provocar aqueles cromos de amarelo. Para melhorar o ambiente, meia-dúzia de caloiras armadas em Marias do Loureiro, a responder torto e a levantar o "nariz" - 'olhos no chão, caraças'.
A conclusão é que estou afónica. E por afónica entenda-se completamente sem pio, estou igual às televisões quando se carrega no 'mute'. Hoje a noite é regada a chá de qualquer-coisa-quente e carregada de preces para que durante a noite a minha garganta volte à vida.
Certamente haverá caloiras para praxar, amanhã bem cedo.

Dura Praxis, Sed Praxis!

sábado, 11 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

wouldn't it be nice?

De entre tudo o que me deixa absbilicobanzobstaferica*, tenho de destacar os casamentos na praia. E nunca tal me passaria pela ideia, não fosse dar-se o caso de assistir a um - sem sequer ter sido convidada. Tudo se passou numa tarde em que supostamente iria apenas parar na esplanada do bar da praia, ler o jornal e depois mais tarde estender a toalha e dormir até ser hora de voltar para casa. Mas todos esses planos foram alterados quando chego à dita esplanada e dou de caras com uma populaça vestida formalmente, aglomerada junto a uma daquelas tendas onde os noivos se casam nos filmes. Como filme de qualidade, havia estrelas - reconhecíveis, um actor do teatro e a professora da novela dos vampiros.
Com um lugar privilegiado na esplanada, deixei o jornal na página das palavras cruzadas e fui deliciando o olhar com tal insólito. Mas o melhor estava para vir. De entre os convidados irrompe um individuo de calça branca e lenço ao pescoço, pavoneando-se de cá para lá - e de lá para cá, e assim sucessivamente. Passam uns minutos, e entra um Smart a toda a velocidade no parque de estacionamento: eis a noiva, guiando a sua própria viatura. Sai a noiva do carro e é ultrapassada por um toino e quatro toinas que iam de mala aviada para a praia, com lancheiras, guarda-sol, tapa-vento, toalhas, baldes e pás e sacos (muitos sacos) do pingo doce. Os convidados todos em fila, três crianças a agarrar na (mini)cauda do vestido e a noiva avança para o altar. Nisto, as colunas discretamente montadas nas dunas ligam ao som de (imagine-se!) Beach Boys!
Pensava eu que tinha sido o final da festa. Qual quê! O dono do bar da praia e os seus amigos charmosos focam o olhar no topo da serra. Discreta, mudei para lá toda a minha atenção. Um dos amigos estava na ponta do precipício de parapente aberto, pronto a saltar! E saltou. Os que estão em terra vão avisando que o do ar é doidinho, que ainda vai arranjar maneira de estragar o casamento - enquanto vão implorando por juízo e fazendo gestos para que ele não aterre nos convidados. O medo aumenta quando ele se aproxima e sobrevoa a tenda tão perto que podia ter arrancado os panos brancos com os pés. Mítico, mas não houve feridos.
No final do casamento, os convidados dispersaram rápido para a boda e o dono do bar convida os noivos para uma flute de champagne. Lá vêm eles, com o fotógrafo atrás - e eu escondida no jornal, não querendo aparecer com a roupa velha que usei no dia. Conversa daqui e conversa dali, recordo-me que o noivo era o pavãozinho que deu mil uma beijocas nas convidadas antes de chegar a noiva, muito simpático e atencioso. Depois de casado, descalçou os sapatinhos à esposa e tirou o seu lenço branco (que fazia pandam com as calças). Fiquei desconfiada, mas depois tudo fez sentido: a praia, os panos brancos, a música dos Beach Boys, os risinhos e as beijocas... aquele rapaz teve tudo, menos uma entrada triunfal num cavalo (branco, claro). A noiva apareceu a toda a velocidade num Smart e, não querendo ser má-língua, um dia destes volta a usar o carro. "Olha aqui pra mim!", disse um dos homens do bar - rapariga, muitas felicidades!

"We could be married
and then we'd be happy
wouldn't it be nice?"

____________________________________________________
*Absbilicobanzobstaferica = supercalifragilisticexpialidocious
que é como quem fica muito encantado, feliz ou estupefacto.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

nota cultural da semana

"Abrilhantará o espectáculo a Banda Filarmónica 25 de Setembro"


Ainda assim, o cartaz peca por falta de informação. Não há uma única referência (e devia haver): as músicas revoltaram-se devido ao uso da saia (da farda) naquela arena montada à pressa, fizeram barulho, o senhor maestro abençoou o movimento e eis que vai tudo de sapatilhinha, jeans e t-shirt da casa - e a isto se deu o nome de "farda alternativa".


Dá-se tanto protagonismo à história "farda-sim-farda-não", para desviar a atenção do que é essencial: os pasodobles. Sendo que a tourada é no domingo e o último ensaio foi ontem... é bom que haja algo a interceder pelas alminhas da percussão - por mim, era a tiro. Para já, e se correr tudo pelo melhor, temos um pasodoble que soa a rumba, dois arraçados de kisomba e uns três que parecem instrumentais da Lena d'Água.
Importante, importante: vou ver uma touradinha à pala. Nos intervalos, até pode ser que toque umas músicas.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

página de história

A ideia veio tão sorrateira e disparatada como as gatas que apareceram no quintal. Mas, ainda mais improvável que ter duas criaturas peludas a comer whiskas em caixas do Lidl é sequer supor que eu fosse capaz - de escrever um livro, digo. Ui, mas apeteceu-me tanto. O meu currículo conta com aquele primeiro lugar fácil e um texto de duas páginas que a professora de português pediu para a escrita criativa. Mas não deve ser muito mais difícil que isso.
Um dia destes escrevo um livro. Depois faço uma sessão fotográfica em que dê realce à minha faceta cultural - já me imagino com uma gola alta em xadrez, queixo apoiado na mão e cabelo esticado a cair no lado direito. Hei-de ficar um mimo numa estante.
Mas é isso, um dia destes passo-me de todo - e escrevo um livro.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

amanhã.

Ao que parece, a piadola do ano passado ainda tem efeito... Durante esta semana, já me perguntaram quantos anos de independência vai a Moldávia celebrar! "Ah, ainda não são 20! Olha que isso vai ter de ser uma festa maior!". Ainda, no outro ano houve comemoração em tempo real. Do dia de hoje, destaca-se a proibição de comprar Red Bull no Lidl - quando fomos às compras para abastecer o armário de batatas-fritas e coca-cola. Diz a minha mãe que agora já sabe que aquilo (Red Bull, leia-se) faz imenso mal. "E nem penses trazer".
Os planos para amanhã incluem almoço com a família, jantar com os amigos e "café" no bar que vai re-abrir. Incluem guitarra e EyeToy - certamente palhaçada a metro e rir até fazer doer a barriga.
Celebrar 19 anos, só se forem os da independência desse país meu amigo. Eu vou ter 18 até morrer - I'm gonna be 18 till I die, soa bem melhor em inglês.

domingo, 22 de agosto de 2010

Lisboa,

velha cidade, cheia de encanto e beleza.

Fui aos fados, à tourada, perdi-me nas ruelas, calcorriei bairros e bairrinhos, subi à Graça, à Glória e ao Castelo. Quero voltar - haja dinheiro.

as fotografias estão no facebook.

Vou ouvir um fadinho, faz de conta que ainda lá estou.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

lisboa, dos bairros a teus pés.

Amanhã (estupidamente) cedo saímos para Lisboa. A viagem vai planeada de véspera, com itinerários seleccionados, transportes assegurados e dinheiro nos bolsos para museus, fado e café. Ai, vou danar-me em fados, calcorrear Alfama e cantar a Marcha do Castelo - no castelo.

a expectativa está lá em cima.
"anda daí / vem comigo à má vida"

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

não é um jogo educativo

Andava a sofrer há mais de duas semanas, com vontade de ocupar o tempo de ócio com um jogo que incluísse carros e desrespeito das regras de trânsito. Com particular interesse num que jogava quando era nova. Procurei na estante dos cds antigos e só encontrei jogos aborrecidos - e infantis. Mas aquele era fantástico! Era possível (aliás, suposto) atropelar os peões e, ainda mais fascinante, vacas! Num dos primeiros níveis havia imenso gado e até dava bónus trocidar várias ao mesmo tempo. Era espectacular. Corri o google de uma ponta à outra, com "jogo de carros violento, década de 90". Numa destas tardes (ante-ontem, nunca me irei esquecer) fartei-me do google e disse para minha irmã: "vou ver se encontro no youtube". E fui. Escrevi as mesmas palavras-chave e fui lendo os títulos dos vídeos que apareceram: "etc, etc, etc, carmageddon, etc, etc". Carmageddon?! Não. Mas eis que a extraordinário memória da minha irmã reage a "carmageddon"! É esse, é esse! E eu, muito descrente, fui ao google imagens. É ESTE! NÃO ACREDITO, É ESTE MESMO!!


Para quem conhecer a capa (pessoa que acaba de subir a pique na minha consideração) e estiver interessado em, como eu, reviver momentos da mais pura e estúpida violência, é procurar no google que há imensos links para download. Como é óbvio, já está no meu ambiente de trabalho e tem sido a loucura do revivalismo!


Agora, que me desculpem, vou esperar que isto acabe de carregar (porque é antigo) e avançar por essa estrada fora, rebentando com o que conseguir - outros carros incluídos. Hang on to yer helmet, o meu carrinho amarelo vai voltar à estrada.

P.s. Não consigo perceber como é que a minha mãe permitiu a existência deste cd cá por casa - ainda agora tenho medo de ser apanhada a jogar isto!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

hoje vai haver:



CHUVA DE ESTRELAS!

Infelizmente, não será apresentada nem pela Catarina Furtado nem pela Bárbara Guimarães - o que corta logo metade do espectáculo. Neste caso, o evento não ficará disponível em cassete nem em cd: apenas em directo, num jardim perto de si que, de preferência, seja mal iluminado.

P.s. Espero que, no mínimo, tenha aquela música de encerramento estupenda que era a versão (mal traduzida) do 'thank you for the music' dos ABBA! Sem isso e sem apresentação, quase não vale a pena!

guilty pleasure

O youtube tem destas coisas: quando procuro banda sonora para acompanhar um jogo de perseguição a alta velocidade, encontrado num site espanhol de mini-jogos, acabo por fazer a descoberta da semana! O indivíduo que ganhou o American Idol lançou agora o primeiríssimo cd - e, mais que não seja, apresenta mais trabalho que o sorumbático que ganhou o mesmo cá em Portugal.



Até podem chamar-lhe 'foleiro', 'piroso', 'exagerado', 'actrozinho' ou 'caricatura' - ele não parece ficar minimamente ofendido (sim, porque eu vi variadíssimas entrevistas). Tudo bem que não é nada que mereça uma estátua, mas pelo menos fiquei entretidíssima com as músicas/vídeos.



Na minha conta de youtube, aperece como recomendação por ter visto uns quantos da Gaga. (E, segunda as más línguas, ele até tem uma coisa que a Lady Gaga também tem.) Quanto à minha reputação ficar afectada por ver videoclips de Adam Lambert e Lady Gaga... por favor, quem é que ainda me leva a sério desde que fiz post sobre a Rosinha?!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

há muito, muito tempo.

Tenho estado a rever textos, tal como o Padeiro faz quando vem ao blog e faz a vistoria completa desde o primeiro post, em Junho de 2008. Efectivamente, esqueci-me de comemorar o segundo aniversário cá do sitio, mas acho que ele não ficou ofendido.

Na catrefada de entradas do ano passado (sim, nessa altura era uma pessoa que mantinha isto actualizado), encontrei algumas pérolas que, ainda hoje, me fazem rir. Balanços deste género, é suposto fazer na mudança de ano - não quando me dá na telha. Mas, ainda antes das leituras da noite, durante a tarde mais meia dúzia de lembranças disparatadas: as cantorias nos balneários, depois das aulas de educação física. Mandei-me ao youtube, já que não tinha as 'Marias tão à mão, e fui ouvir sucessos de hora de banho: Ana Malhoa - Eu sou latina; Rute Marlene - Coisinha Sexy; a das Nonstop e a outra do Rodrigo Menezes. Só eu sei o que me ri a ouvir tais sucessos, ainda mais quando me lembrei da funcionária que nos vinha mandar calar e apressar, porque queria deixar o espaço limpo para a turma seguinte. E nós nada preocupadas com as horas (a não ser quando depois era História ou Português, haja Deus). Em raros momentos de lucidez ocorria-nos que a professora, na sala do material que era colada ao balneário, podia ouvir e era uma vergonha. Algumas vezes até deve ter ouvido, mas nunca houve problema - nem com uma nem com outra. Ainda fui procurar a fotografia de quando nós, no 11º ano, levámos umas t-shirts todas personalizadas, porque a prof nos tinha apelidado de 'Tropa Anexa'. No ano seguinte, separaram as turmas e único momento de reunião era a (ainda mais musicada) hora do banho. Impecável!

Estas e outras memórias divertidas parecem, agora, pedaços de filmes com a idade do Manuel de Oliveira. Algumas das personagens ficaram, outras foram indo - porque também não faziam falta. Noutros casos, perdemos contacto mas estamos à distância de uma mensagem, ainda à espera de conversar tudo no intervalo das 10h - porque se é na aula a Tia Fati dana-se e a Alvim muda-nos de lugar. No extremo, ainda há um indivíduo que resiste à mudança - talvez porque o seu crescimento atingiu o auge aos 5/6 anos! Com as mudanças, entraram nomes na lista telefónica, encontros diferentes no café e novas fontes de abraços. As recordações ridículas. como as de hoje, não são de longe, mas parece que já fui tudo há muito, muito tempo. Preciso que me contem como foi!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

papa-casamentos

Só nestes dois meses de Verão já contei mais casamentos do que nos últimos anos todos somados. A parte ainda mais interessante é que estes são pagos - mal pagos, leia-se. A maratona casamenteira começou neste, da minha prima.

O convite não incluía cantar na celebração (ficou a cargo de um grupo de malta conhecida do noivo). Portanto, este primeiro foi uma espécie de estágio de ambiente, apenas como convidados.
O segundo, um ou duas semanas depois, não incluiu boda mas teve pagamento. Lá regressamos à bonita Igreja do Castelo, mais uma vez com traje adequado ao evento. Cantámos e muito bem.

Depois deste, seguiu-se um sem pagamento - porque incluído na missa paroquial. Pior ainda, a R. (essa malvada) deixou-me 'sozinha' no meio de um confusão de papéis e cânticos de entrada da noiva, troca das alianças, etc, etc. Como já estamos habituadas, assim até corre melhor. Voltando aos pagos, voltámos à mesma Igreja na semana passada.

Com alguns elementos a menos, ainda assim não houve falhas a apontar. E, além do esperado chequezinho, recebemos elogios da mãe da noiva -wuhu. Agora vamos dar todos um passo em frente (passo a passo, grão a grão), numa palavra: publicidade. Numa almoçarada a marcar, vamos criar um blog+site que explique aquilo que fazemos e o singelo e simbólico pagamento que queremos em troca do serviço. Não querendo influenciar... compensa! Se alguém estiver a planear casamento, é contactar! Fazemos todo o tipo de cerimónias: desde a mais festiva (que inclui djambé), até à mais clássica (com acompanhamento de violino), passando pela mais folclórica (com cânticos medonhos escolhidos pelos noivos). Além disso, depois do pavoroso desfile a que assistimos hoje no casamento dos emigrantes, temos mais conhecimentos acerca de modelos, feitios, tecidos e cores a evitar!

Casamenteiras.blog , brevemente disponível por essa net fora.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

(you) drive me crazy.


Solicita-se a todos os habitantes e condutores de veículos motorizados do concelho de Montemor-o-Velho que amanhã, entre as 10:30 e as 11:30, se mantenham no interior de suas casas / garagens.

Vou andar por'í e não tenho pleno controlo do veículo!

domingo, 1 de agosto de 2010

férias de gente falida

Estudante (de Coimbra) que se digne, orgulha-se de chegar ao fim da semana da Queima sem um único cêntimo nos bolsos. Depois disso, a recuperação é extremamente complicada e exige umas finanças hiper controladas. Num ápice, eis que vêm os exames - e depois a festa porque os exames acabaram. Conclusão, estamos em Julho e não há maneira de ter dinheiro suficiente para umas férias em Hotel com jacuzzi e room service. Mesmo sem essas comodidades todas, férias são férias e há que aproveitar. Feitas as contas, quem precisa de lagosta ou camarão quando o Pingo Doce vende um atumzinho em lata que é uma delícia? Tendo enlatados como base das refeições, bolachinhas e queques como sobremesa, ainda houve saldo para cometer a loucura de grelhar linguiças! Qualidade de vida, no Nordeste Brasileiro (aka Parque de Campismo do Vidoeiro, algures no Gerês):



no meio de toda a folhagem e rochedo, encontram-se umas lagoas que são um regalo - qual Brasil qual carapuça, luxo é no Gerês!

guitarra esta que, bem negociado o contrato, podia ter proporcionado um jantar na residencial. nada que se compare com o nosso menú de barbecue à luz da lua, seguido de sessão de cantoria (quase) à desgarrada.

A conclusão é que fomos estupidamente felizes algures na serra do Gerês.
Afinal, o paraíso é perto e nem fica caro :)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

criaturinhas ...

Começo a desconfiar da rotina... chegam os meses de calor e eis que aparecem gatos no meu jardim! Este ano vieram em par e são uns malvados da pior espécie: amorosos, amorosos, amorosos.

além do talento natural para serem umas coisinhas adoráveis, também:

1) são assinantes das esfregonas Vileda

2) recusam-se a utilizar a PlayStation

Nos primeiros dias em que a sua presença foi detectada, só se via a sombra de um gato a fugir para algum cano ou um rabo a abanar escondido algures. Depois das primeiras refeições bem servidas, começaram a aproximar-se a medo. A criaturinha amarela aventurou-se até ao colo da minha mãe e, gradualmente, experimentou todos os regaços à disposição na casa. Comprovado que é uma gata, ficou baptizada de "Palhinha". O ser mais malhado é medricas e entra em ataque quando sente alguma coisa que não ar a tocar no pêlo. Por continuar indefinido, e depois de um rasgo de inspiração nominal, eis que ficou a ser o/a "Petits Filous" - que era um iogurte dos antigamentes. Assim, apresentam-se oficialmente, a toda a comunidade:


Palhinha Antónia - a gata

Petits Filous - ?????


P.s. Alguém quer uma gata ou um/a gato/a? Não consigo explicar bem, mas na terça-feira senti que o Boris estava muito sozinho, desanimado, pobrezinho ...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

segunda ronda

Quando eu pensava que (finalmenteeeee) estava de férias, eis que é público e sabido que tenho de ir à segunda fase, a começar amanhã. Com as lições que aprendi do Eça (no livro que saiu ontem com o Jornal i), quase não me apetece insultar suas mestras jóias: "depois de ter torturado o intelecto, caímos ambos [o Eça e o amigo] na melancólica banalidade de vos chamar flores e pérolas".

Anuncio, com pena e pesar, que irei retirar-me momentaneamente deste espaço enquanto tento, com elevado afinco, fazer a bodega das cadeiras - nem que seja com um 10zinho medíocre.
Saio então, fazendo minhas as palavras dele, não prometendo um regresso rápido nem alegre, pois "não se podem fazer promessas literárias quando se está tão singularmente estúpido."

Até já,
"Os meus respeitosos à Sr.ª D. Conceição, chuva de beijos às pequenas e fraternal abraço, do seu do coração. "

domingo, 27 de junho de 2010

há dias assim:

Como dizia a outra, "há dias assim". Que começam cedo demais para horário normal de fim-de-semana, em que usamos vestido e sapato a combinar. Vamos, de guitarra às costas, fazer ensaios e cantar em casamentos. Como sempre, há lugar para improvisos e arranjos de última hora. Almoçamos em trinta minutos, quase a hora de lanche, porque há mais ensaios que fazer. A única verdadeira pausa foi na hora da Lua Vermelha - e, mesmo assim, nem vi o episódio completo. Depois de algumas mudas de roupa, acabamos o dia no mesmo sítio abençoado onde começámos a jornada. E senti-mo-nos muitíssimo bem, porque afinal correu tudo pelo melhor. "Ainda não sei é como é que elas conseguem cantar a sorrir..." :)

Do it on your own
Makes no difference to me
What you leave behind
What you choose to be
and whatever they say
Your soul's unbreakable

And during the struggle
They will pull us down
But please, please let's use this chance to
Turn things around
And tonight we can truly say
Together we're invincible

sexta-feira, 18 de junho de 2010

o que eu queria

era ter tempo e dinheiro para ir ver este filme, até porque os lucros da venda dos bilhetes serão o pagamento da equipa técnica e dos actores (porque não havia dinheiro para avançar com contratos... só neste país!):


ainda mais quando me lembro de ter encontrado o A. numa dessas noites da queima, com autocolantes a fazer publicidade ao filme, até tirei foto:



particularidades do filme (além da publicidade sugestiva) é o facto de não conter cenas de nudez nem de sexo explícito. oh, assim sem parece português! Soraia Chaves, que é feito de ti ?

vontade, precisa-se...

Nestes dias em que devia estar super concentrada nas variações entre Teorias da Comunicação, Sociologia da Comunicação, Teorias da Notícia e Jornalismo de Imprensa ... aparece-me a Bu a pedir mimos e brincadeiras:



A Bu, com o seu mês e meio de existência, é a cadela do R. e da S., com quem partilho casa, e exige alguma atenção... Logo engraçou comigo e, como a ensinámos a subir a descer as escadas, agora segue-me se não lhe dou a atenção que ela merece. Acabo rendida ao seu ganir, a aturar as manias da criança - e a perder panos da cozinha, porque ela os apanha e, muito feliz, já está a roer.

Quando não é a Bu a distrair-me, são as séries que a sic passa a des-horas - a partir da meia-noite. Ou então não tenho mesmo a mínima vontade de pegar em apontamentos e ocorrem-me mil e uma coisas mais interessantes que podia estar a fazer. Depois lá me decido a estudar (vamos embora) e, como estou contrariada, daí a nada estou a baralhar autores e escolas e teorias - e tenho de voltar ao início. Finalmente, tudo acaba por fazer algum sentido e talvez haja esperança.

Falta de vontade, é o espírito.

Nota Importante: a minha conta de youtube sugere-me que veja o vídeo "Celine Dion - Because you loved me (live in Memphis)". Depois disto, estou ansiosamente à espera do dia em que me vai aconselhar a ver os fanvids do "Ghost, The Spirit of Love", com banda sonora dos Righteous Brothers. Damn it.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

YES, A ROSINHA TEM UM CD NOVOOO!

Descobri por acaso, mas foi sem dúvida o ponto alto do meu dia: a Rosinha tem um cd novo!


Olhando para a bonita capa, dá para perceber que Rosinha (esse ídolo) ainda não mudou de modista: continua com padrões sensuais no seu vestido azul que combina agora com um lindíssimo par de botins. Este novo albúm mantém também o estilo habitual e já é, segundo o site oficial da artista, um sucesso de vendas! A não perder, no próximo sábado, a aparição no Top+! Além do single que dá nome ao trabalho, destacam-se já alguns temas, nomeadamente os seguintes: "O gato lambe-me a passarinha", "Portugal está florido", "Ele faz-me vir" ou mesmo "Passa o dia a encavar" - cada vez mais subtil, Rosinha! Nos espectáculos, para além de interpretar os temas, vai ainda tocar acordeão ao vivo, instrumento muito estimado pelo público português. Mal posso esperar pelas Festas da Vila - vou criar um grupo no facebook para promover a vinda da Rosinha ao Palco Principal!

Agora, minha gente, deliciem-se com o vídeo de apresentação (ah pois, que até já tem videoclip) e que se comece a decorar a letra do novo hino do verão!



(este videoclip é tão espectacular que até o Fernando Pessoa aparece!!)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Bandoletes



Por alguma razão certamente descabida, a minha conta de youtube sugeriu que visse este vídeo. Poderia estar a gozar, mas efectivamente apareceu na secção "Recomendado para si". E como gosto de verificar as recomendações que me são feitas, lá fui. Ora então aparece no ecrã Manuel Luís com o seu casaco listado-sofá e Cristina Ferreira com uma poupa muito saloia revirada para trás. Junta-se ao circo uma entendida no assunto das bandoletes (que palavra feia) que vai explicar então toda a ciência do mundo dos acessórios de cabelo. Como se estes petis patapons não fossem bastantes, ainda aparece a outra com um forunfalho na testa (que parece uma lanterna dos mineiros) e tudo diz que vem muito gira. Gira? Oh filha, giro é o par de óculos que eu ainda hoje comprei no Chinês da Estação por 4€!

Ainda mais estranho foi o pensamento que me assolou. Imaginei-me com a poupa saloia da Cristina a escolher a bandolete que melhor fizesse pandam com o casaco-alcatifado que o Manuel Filipe Luís tinha nessa manhã! Que ME-DO.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

se a minha mãe sabe disto!


(a partir dos 37 segundos)
^mais um vez, impecável Léninha ! :)


Maaas ... aquele cartaz fez-me passar mais de duas horas numa fila repleta de malucas do clube de fãs oficial !! Cartaz esse que, por estar autografado, já ofereci à senhora minha mãe que (afinal!) gostou imenso e guardou com imenso carinho :)



quinta-feira, 20 de maio de 2010

after queima

É complicado reduzir todo o evento num só post. Em parte, porque não há interesse em divulgar toda a informação ("O que acontece na Queima... fica na Queima"). Mas vejamos, as noites do recinto foram umas senhoras noites - sendo que o mais relevante não foi a actividade do palco principal. A noite da Daniela Mercury levantou imensa poeira, o David Fonseca foi o delírio, o moche ficou a cargo dos Guano Apes e o histerismo atingiu picos absurdos na noite do Tony Carreira. Por falar nele, fique aqui exposto em público que esperei duas horas numa fila de grupos de fãs (como poderei esquecer a Menina Olga de Armação de Pera?) para autografar um cartaz que levei - haverá fotos em breve. Estupidamente, perdi o concerto (que queria mesmo mesmo ver) dos Azeitonas, porque foi muito complicado sair de casa da Luísa e encontrar o recinto. Os jantares ficaram divididos e, noite sim-noite sim, já se sabia o resultado antes de começar o jogo (aquele das cartas então: fatal como o destino!).
No domingo do cortejo, a minha mãezinha ficou profundamente transtornada ao ver-me banhada em cerveja - o chato foi pagar a bodega da lavagem a seco. Por isto e aquilo, acabei por fazer só meio cortejo - faço o que falta no próximo ano. Perdi a garraiada (já tinha nascido o sol, queria era um banho) mas não faltei ao chá dançante.
Encontros pelo recinto, mais que muitos. Esta é a altura do ano (devia aparecer no National Geographic) em que sai tudo das tocas para apanhar ar fresco e música de colunas, portanto encontrei montes de gente a quem já tinha perdido o fio à meada. Contudo, cerca de metade não se irá lembrar das conversas que tivemos. Depois de uma (ou duas?) directas, está a ser muitíssimo complicado ajustar os horários - quero continuar a acordar as 16h. A parte chata é que agora a faculdade está aberta e as aulas já começaram (já?!). Amanhã, se não adormecer, regresso à rotina das 9h as 16h. Boring ...

Próximo passo: começar a acreditar na existência de e x a m e s.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

AVISO

avisam-se todos os utentes deste espaço terapêutico que o mesmo se encontrará inactivo durante a próxima semana e meados da seguinte, derivado de uma forte e intensa vivência da tradição académica.

QUEIMA É EM COIMBRA,
tudo o resto são fitas.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

kick-ass

O telemóvel tocou já passava do meio-dia - claro que, àquela hora, não era o despertador. Uma mensagem de um número que nem conhecia acordou-me e esfreguei os olhos, sem muita vontade, o suficiente para ler o texto. Era uma amiga a pedir um favor e, quando é assim, não há outra solução que não seja sair da cama. Depois de um duche rápido fui até aos Arcos esperar pelo 5, para o Estádio. O calor da tarde era insuportável dentro do autocarro, pior porque aprimorado pelos mil e um odores nada agradáveis. Cheguei ao shopping ainda ensonada e fui tratar do assunto que me tinham pedido para resolver. Depois, para animar, fui comprar a carteira que andava a namorar há mais de uma semana. Vai daí, lembrei-me que no domingo é o Dia da Mãe, e é suposto ter uma prenda. Decidi ser exuberante e gastar (bem) mais que 10€ numas pulseiras ou outra bijutaria casual. Fui à loja que ela gosta e comprei uma camisola - uma t-shirt, mas das boas.

Subi dois pisos e fui passar uns textos para a esplanada. Quando por lá estava lembrei-me de ir ao cinema e, depois de ponderar as horas a que conseguia estar em casa, decidi que sim, não havia problema - desde que a sessão fosse a das 19h, nem mais nem menos. O único a corresponder à exigência era o Kick-Ass e, que se dane, seja esse. Sem contar comigo, estava uma pessoa na sala (que dormitou uma meia hora da primeira parte). Confesso que ainda bocejei umas duas ou três vezes - mas não cheguei a adormecer. O filme começou mal, muito fraco. A segunda parte foi melhor (amei a cena dos tiros ao som de Bad Reputation). O saldo final é positivo, mas baixo. Certamente, não o voltarei a ver quatro vezes!

Serve este post apenas para confirmar que não escrevo "de vinte em vinte séculos", como dizem uns e outros.

domingo, 25 de abril de 2010

A CANTIGA É UMA ARMA

Tia Fati, não podia começar este post de outra maneira!! Não há como contornar o mega-trabalho que fizemos o ano passado (a cronologia musicada do PREC).

Um ano depois, os festejos começaram perto da uma da manhã, na estação de serviço de Leiria, quando se trauteou a Grândola em direcção ao autocarro. Já lá dentro, seguiu-se o "Navegar, Navegar" (que não é da Revolução, mas é bonita e ninguém diz que não); aquela da gaivota que voava, voava; o Depois do Adeus (que é só a senha, minha gente) e ... não fosse o Bruno estar presente, tinha cantado o "Fado de Alcoentre" a solo. Quando cheguei a casa, quase 3 da manhã, ainda fui ver o power point que guardo com estima na pasta Escola/História. Funcionou perfeitamente!

A cantiga é uma arma
Eu não sabia
Tudo depende da bala
E da pontaria
Tudo depende da raiva
E da alegria
A cantiga é uma arma
De pontaria

Há quem cante por interesse
Há quem cante por cantar
Há quem faça profissão
de combater a cantar
E há quem cante de pantufas
P'ra não perder o lugar

Agora vou (re)ver aqueles vídeos do Pinheiro de Azevedo em que ele diz que está aborrecido porque foi sequestrado - já duas vezes!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

olha a estudante!

a melhor equipa que coimbra já viu num peddy-tascas saiu ontem para a eliminatória.
e é o máximo de informação que posso avançar!

(sem dúvida, as melhores equipas: Rosinhas e Cabralhões, impossíveis de parar!)

Olha o estudante a cantoralar
batina rota, capa a dar a dar
rasga a o sorriso, esconde o sofrer
o seu destino é cantar até morrer

p.s. talvez o lago do jardim da manga já tenha saudades nossas ...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

as cores todas

e hoje, à saída de casa da Tatiana,

domingo, 18 de abril de 2010

(mais que palavras)

"And there's no one I would rather be with,
Nothing I would rather do,
Cause I've got this dream, this heart that beats,
Outside this silent world, and I've got you."


apetece-me saltitar como aquela miúda do concurso de dança, nem importa se caio do palco. apetece-me festejar, atirar confetis ao ar - e não ganhei nada. Mas um dia ganho, o jackpot. :) apetece-me acabar as frases com smiles


"And there's no one I would rather be with,
Nothing I would rather do,
Cause I've got this dream, this heart that beats,
Outside this silent world, and I've got you."

quarta-feira, 14 de abril de 2010

contagem decrescente




FALTAM 22 DIAS!





até lá, vamos aderir ao grupo "Pessoas que querem a Rosinha na Queima de Coimbra" - por esse facebook :)




Nota de rodapé que não tem absolutamente nada a ver com o post em causa: ontem, no jantar de aniversário da S. o Zé Pedro vem com a conversa do "sabes que hoje é dia Mundial do beijo?", mas como era uma citação - e tem muito mais piada quando dita pela sua criadora - só me ri! Qual não é o meu espanto quando hoje descubro, por esse google fora, que ontem era efectivamente o dia internacional do beijo!! Zé, sabias ? No próximo karaoke, vou cantar uma música a pedir perdão, numa de acabar com as bocas!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

a vida airada

Começou ontem, com programação cultural durante a tarde. Depois a Sílvia não queria cozinhar o jantar e fomos às baguetes das Amarelas. A rapaziada estava por lá - vidrada a ver a bola- e juntámos mesa. Tomámos café na esplanada do Cartola e chegou a Fonseca.

Da bonita esplanada, mudámos de ares até à escadaria do TAGV, que sempre é mais cultural, e tomámos os digestivos. Conversa daqui e conversa dali, acabámos na Associação mas, por causa do fume (estava uma fumaceira), saímos para o Feito Conceito e os seus amorosos cocktails. Daí, regresso às amarelas, e seguiu cada uma para a sua casa (a Sílvia ainda veio ao Refustedo pôr maionese no hamburguer).

Hoje eram 8h e toca o despertador. Diabo! As queridas do meu piso estavam a ocupar a casa-de-banho, dei-lhes meia hora para acabarem o banho - e nada! Como o que não falta na casa são polivans (coisa luxuosa), fui a outro andar. A porra do esquentador, só para me moer a santa paciência, não funcionou nem a coice! Esquece, vai ser banho de água fria. Tortura PIDesca, começamos bem!

O sol que se bate na minha rua logo as 9h da manhã dá para descongelar do banho, e segui em corrida ladeira acima - porque faltavam 5 minutos e o prof é dos que, passando um minuto da hora, fecham a porta à chave. Sem atrasos, ainda houve tempo de parar e comprar o jornal na banca da AAC. A aula custou a passar, também porque os meus apontamentos deixaram de fazer sentido na primeira meia-hora - e como tinha ali o jornal, nada melhor que tomar conhecimento das últimas.

Como somos boa gente, depois da aula vamos para o Cartola tomar café e falar da vida - maioritariamente, alheia. Trocam-se factos chocantes, exclusivos, investigações TVI e broncas típicas de faculdade. Eu e a Sílvia vamos até à Associação, na esperança de que me ofereçam um código da praxe. Como só estão disponíveis à tarde, para já levamos um Diário e Coimbra à pala. Evitamos ir de mãos a abanar.

Com o sol que está, e ainda agora são 13h... desconfio que a tarde será passada inteiramente na esplanada do Cartola, com início de actividades agendadas para as 15h. Ah... adoro Coimbra.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Naval Vs Benfica

Acabo de regressar do meu primeiro jogo de futebol assistido ao vivo - nas bancadas do Estádio da Naval 1º de Maio. À parte das garotas histéricas que berraram aos meus ouvidos durante 90 minutos de jogo, 15 do intervalo e 3 de compensação, gostei muito do ambiente. Pena a Naval ter perdido! Ainda festejei dois golos, valha isso.

Para a próxima, fico no meio da claque verde a amarela, ao lado das peixeiras munidas de altifalantes e todos os tipos de bombos. Aí sim, acontece o verdadeiro espírito do futebol espectáculo!

domingo, 28 de março de 2010

o vos omnes.

Missão cumprida.
Agora, além de lasanha, apetece-me mesmo é ouvir música cigana e relaxar os pés. Pensar que ainda agora estava morta de nervos, com o coração a bater-me na boca e a voz a tremer. Depois abriu-se o pano e pensei (juro que pensei) que me ia dar ali mesmo uma epifania e que ia desmaiar aos pés do andor. Salvou-me a Rita, que sussurrou o tom certo - e daqui p'ra frente é cada um por si (e Deus por todos). Depois na Praça era a anjinha que se queixava com dores nos pés, com dores nas asas (especificamente, nas asas), com fome, farta de agarrar o cálice, a querer trocar e agarrar o meu pano, e tudo mais que se foi lembrando para passar o tempo do sermão.
Começou a contagem decrescente, e no final da rua já só faltava uma. Portanto, abre a goela ou cala-te para sempre. Sobe o tom, que agora aguentas. Bate coração, mas bate certo. Começa lá isso, respira fundo (a respiração completa, como dizia a Dona Lucinda). Pensa nas notas, pensa no morto aos teus pés. E assim foi. Missão cumprida. O vos omnes / qui transitis per viam / atendite et videte / si est dolor sicut dolor meus.

Passou depressa, como já me tinham dito. Emocionei-me demais no castelo, nas outras joguei pelo seguro e apostei tudo na última. Missão cumprida.

Hoje já fui séria, triste, chorosa e emocionada tempo demais. Agora vou ouvir música profana e esperar que o Padeiro me dê as lindíssimas gravações que tem, com certeza, da minha performance. ;)

quarta-feira, 24 de março de 2010

explicações e segredinhos...

Comentou-se que eu andava triste, mas há explicação. A verdade é que já estou na personagem, e ela assim me obriga. Cabeça baixa, melodia triste, chorada mesmo. No domingo, por umas horas, hei-de passar a ser a mulher que, segundo a tradição, saiu do meio do amontoado de povo e limpou o rosto do condenado com uma toalha. A representação limita-se ao que sempre se fez: ele segue figurado no andor, eu vou à frente, figurada nela. Em grego, Bernike; em latim, Verónica.

Nos ensaios, disseram-me: "imagina que o teu melhor amigo, que sabe tudo da tua vida, está morto aos teus pés e que toda a gente passa indiferente, sem respeitar a tua dor e sua morte. É assim que tens de estar." Assustei-me, mesmo. Está morto? No tapete da Dona Lucinda? Ora essa. Foi só depois, ao fim da tarde, quando fixei o olhar nos anjos da carpete da sala da Rita que comecei a focar. Está morto, está mesmo. Ó vós Homens, que passais pelo caminho; atentai e vede se há dor como a minha dor - mesmo em latim, começou a fazer sentido.

Seguirei o caminho (que já conheço) e não há-de ser nada que não consiga fazer. Desde que não chova e não me obriguem a usar microfone na praça. Para já, não quero pensar nisso - nem no vestido dourado, no diadema ou nos canudos que me vão fazer no cabelo. Muito menos no par de sapatos que terei de suportar do início ao fim, sem queixas ou hipótese de trocar.

Mas agora que começa a ser público e sabido, que cada um faça o seu papel de espectador surpreendido. Vamos manter o segredinho, que assim manda a tradição. Só no domingo, quando o pano se rasgar, e eu lá estiver a tremer de nervos e à procura do tom certo, é que tudo vai saber que sou eu. E sou mesmo, mas não digam nada a ninguém.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Euphon e Chá de Baunilha (garganta II)

Como preciso de recuperar a voz límpida e suave (que nunca tive), no sábado fui a farmácia antes de começar com as aulas de flauta na filarmónica. O funcionário perguntou pelos sintomas e eu atalhei, resumindo que queria alguma coisa forte que me limpasse a garganta. Por 5€ e umas moedas vim de lá com uma caixa laranja e redonda com o que me pareceram gomas. Na tampa vem explicado que é extracto de eríssimo (não faço a mais pequena ideia). Segundo as indicações do farmacêutico, tomar uma de hora a hora para já e depois reduzir a dose para metade. Portanto, se no sábado as 15h a caixa tinha 70 unidades e hoje pela manhã já só tinha 3, será caso para desconfiar de sobre-dosagem? Quiçá. Por precaução, já li as indicações: não há efeitos secundários (uff). Mas, ups, já infringi uma advertência: "Manter fora do alcance e da vista das crianças." - Padeiro, podes sofrer reacções alérgicas, desculpa.

Também em prol das estimadas cordas vocais, recusei ir jantar fora - o que me custou mais que calçar sapatos. Acabo assim o diaa no meu canto, a ver as novelas da TVI, beber chá de baunilha e mordiscar bolachinhas de canela (não são muito boas, mas é o que há). Deprimente, não é? Mas não é tudo... Até acredito que o eríssimo não me vá causar problemas, mas as 3 imensas canecas de chá, mais cedo ou mais tarde, vão manifestar-se!

sábado, 13 de março de 2010

minha garganta... falha.

Quando preciso mesmo, a garganta falha-me. Com certeza, tem manias de grandeza ou de finura e requinte. Certo é que não se digna a colaborar!

Logo hoje que não tenho rebuçados Santo Onofre!

Enfim, vou voltar ao latim.

quarta-feira, 10 de março de 2010

gonna make a change!



Já andava com a ideia desde o primeiro semestre, quando comecei a reparar que tinha muitas tardes de esplanada no Cartola. E que, efectivamente, não precisava delas para estudar. Podia dedicar-me a mandriar, como diria a minha mãe - se soubesse. Por isso queria fazer alguma coisa útil.

No ano passado, se tivesse uma hora de descanso durante a tarde já era quase milagre! Entre aulas, aulas de música, aulas de inglês, associação de estudantes, escolíadas e tudo mais, era raro poder ver a novela das 19h (quanto mais a das18h, das 22h e das 23h).

Hoje, nem foi tarde nem foi cedo! Como habitual, estava no Cartola com a malta. Lembrei-me do assunto e perguntei se havia mais alguém interessado. A Ritinha diz que sim, e lá vamos as duas ladeira acima até à Maternidade. Como já eram 18h, as directoras do centro já tinham saído do serviço, mas volto lá amanhã. Bem cedo!

Vou fazer voluntariado. Gostava de fazer ali, mas se não der há-de ser noutro sítio qualquer!

"If you wanna make
the world a better place
take a look at yourself
and then make a change"

- that's why I'm starting with me -

domingo, 7 de março de 2010

Festival da Canção

Como fã que sou, acompanhei a grande final do Festival da Canção, no Campo Pequeno - desconfio que se fazem lá mais festas que touradas! Quem não viu, fique a saber que ganhou a moça da Família Superstar, pronto. Eu não sou contra nem a favor... quem eu queria que tivesse ganho (a Rosinha!) não deve ter passado sequer a fase dos castings. Mas isto do Festival da Canção tem muito que se lhe diga. Quando acabou a emissão e a Sílvinha Alberta desejou as boas noites aos telespectadores, fui directa ao site da Caras (já não tinha dito que sou frequentadora assídua do salão?) ver se se havia novidades. Mas nada, ainda não se actualizaram. Já tinha decidido que ia fazer um post acerca do tema, mas confesso que vacilei quando vi a fotogaleria com "As pashmines de Letizia", e ainda mais quando li a boateira referente ao 24horas - que diz que a Lucy está grávida (do Djaló, sim).

Depois lembrei-me daquela mítica procissão (não consigo descrever melhor) em Valongo, quando o lascarino - meu partner - se lembrou de desfilar todas as canções vencedoras do Festival da Canção! E por todas, leia-se exactamente t o d a s. A começar em 1964 com a "Oração" do Calvário, acabando quando Deus quis, já a roçar na "Senhora do Mar".

Como Festival da Canção é coisa séria, tratei de erguer uma bandeira em sinal de respeito. Serviu a manta da Joana e um galho apanhado do jardim. Nessa peregrinação, saltámos dois anos - que uma pessoa (ou duas) também não as pode saber todas. A conclusão que tirei, e que continuo a afirmar, é que a Eurovisão era muito mais catita quando passava a preto e branco ou metia cavaquinhos.

Recordo com saudade, de tão idosa que sou: a Simone e o seu vestido verde-bandeira, sem problemas a dizer que quem faz um filho fá-lo por gosto; a Madalena Iglésias com um penteado abajour e carinha de casta a fazer olhos à câmara; aquele grupo maluco que tinha um refrão género Dali-dali-dou; a Tonicha em '71 bastante engraçada no alto da Serra; o Armando Gama todo meloso; a grande Adelaide Ferreira antes de ter tendências de Baby Suícida; já para não falar dos Da Vinci, da Nucha, da Dora, da Dina, da Anabela, da Dulce Pontes, do Cid, da Sara Tavares ou da Lúcia Moniz.

Lembrei-me agora... de quem eu também gostei muito foi do Rui Bandeira!

quarta-feira, 3 de março de 2010


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com



05-05-2010, sexta-feira
03:05

Quantas vezes vou a escrever e risco tudo. Mando o caderno à me***, como se tivesse culpa do que não me sai. Porque vou, mas nunca é bem "ir". Como agora, vá lá ver. Esta treta que me faz gastar tanta tinta, podia muito bem ser algo que encontrei escrito em algum lado, por aí. Que não fosse meu - faz sentido? Eu chegava, lia e ria. Arranjava; arranjava não, surgia. Surgia logo maneira de se fazer piada. Porque para gozar é mais simples. Aparece uma pessoa que nem bate à porta. Chega e instala-se, porque é confortável. Mas quando é suposto, quando quero mesmo falar sério, não consigo.
E quantas vezes começo; quantas vezes já vou a mais de meio e páro, volto atrás e pergunto "que por** se passa ali?". Talvez me fosse mais fácil falar. Mas não é assim, esbarro no mesmo muro. Dá-se o caso de ficar atada, e fazer piada fácil - e feia. Sei qual é o problema: não tenho nenhuma personagem para mim.


Que se dane,
vou deixar a rua me levar.

terça-feira, 2 de março de 2010

prioridades

Eu juro que hoje ia escrever um post! Acerca do meu dia, daqueles posts como costumo fazer. Com alguma piada, nada de muito espectacular: queria ficar na cama, depois fui obrigada a sair. Almoçámos as quatro da tarde, depois ficámos na conversa. Seguimos em parvoeira aguda para o Cartola. Fiz borboletas em papel, barcos e chapéus. Jantámos em casa, para poupar dinheiro porque ainda fomos ao cinema. No carro, vimos o papel da multa - de estacionamento. O filme (que já tinha visto três vezes) fez-me rir outra vez, mesmo sendo português.

Mas agora, cheguei a casa e arrumei tudo. Valores mais altos se levantam! Melhor, se alevantam (porque é com ímpeto)!

A RAQUEL TAVARES ESTÁ NOS 5 PARA A MEIA NOITE!!!

GRAÇAS A DEUS, TENHO UMA IRMÃ QUE ME AVISA.

- acaba de dizer que quer "destronar" a Cinha, porque sonha ser rainha da Marcha de Alfama. VOTO JÁ! RAQUEL NAS MARCHAS!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Eu Refustei-me

Terça-feira é dia de folga, decretou a Faculdade. Mas, bem mais que isso, terça-feira é noite de jantar no Refustedo (o meu amado e humilde loft). Afinam-se as gargantas à mesa e nunca faltam os hinos da grande artista Rosinha, mais que nossa santa padroeira.

Muda-se de música e de dança e chegam os pratos, directos da cozinha e atestados com arroz de atum, salsichas e hamburgers picados - é o que há, que não se queixem. Quem ficar com fome, tem sempre Bacalhau Espiritual à disposição, e sobremesas várias (cascatas de fruta, mousses, bavaroises, etc etc, que casa fina é outra coisa).

Em número, começamos a diminuir, mas a animação mantém-se elevada (só faz falta quem cá está). Refustedo é também confusão, e, primeiro que esteja tudo pronto para seguir, passam horas. Chegadas ao destino, as ladys (da night) reviram a lista do karaoke e acabam sempre a escolher NonStop - Ao limite eu vou. E fomos.

Depois, do nada, alguém vai cantar esta


MusicPlaylist
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e ficamos todos muito abraçados, pudéssemos pagar de outra forma era o que faríamos.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

i'm freezing

Enquanto não encontro coragem suficiente para escrever tudo aquilo que tenho em atraso, deixo uma música que - mais que não seja - vai dando para aquecer os pés. Falando sério, gosto bastante. Imenso muito, como diria a velhota dos apanhados TVI/Porto.

(mozella - freezing)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Taizé mais perto

Lembro-me quando fui pela primeira vez a Taizé, há três anos. Com oito ou nove dias de antecedência, já tinha a mala aberta no quarto e todas as tardes acrescentava qualquer coisa (não fosse esquecer-me). No segundo ano, com bastante menos pressa, também preparei tudo relativamente cedo. Quando tomava o pequeno-almoço, lembrava-me das compras que ainda tinha de fazer: bolachas, água, leite, sumos, pão, etc; e qual a magia que ia usar para enfiar tudo dentro do saco que habitualmente levava o fato de treino da ed. física.

O ano passado, as mil e uma extra-curriculares atrasaram os preparativos da viagem, mas lá consegui ter tudo pronto no dia. Agora também tenho tudo pronto, mas faltam dez minutos para a uma da manhã. E o mais ridículo, é que tenho estado de férias, sem um único exame para fazer. O despertador esteve marcado, nas últimas semanas, para as 12:30h - só para ir arrumar a louça e preparar a mesa para o almoço. As manhãs não são (e as tarde também não) produtivas, tenho simplesmente feito na-da. Não que me queixe, esta preguiça sabe a pato!

Daqui a sete horas, estou no parque de estacionamento do Lidl. Pode parecer estranho, mas já é tradição do grupo de Montemor ser esse o ponto de encontro. Daí, segue tudo num carro (ou dois, se houver muita bagagem) até Coimbra, e daí até Taizé (França). Desta vez o grupo é mais reduzido (não menos valioso, note-se) e não vamos passar nenhuma fronteira internacional. Depois de três anos consecutivos a ir para Taizé, eis que Taizé vem também até nós.

Amanhã é o primeiro dia do Encontro Ibérico de Tz, no Porto. A representar Montemor: eu, a Tatiana e o Bruno (esperemos que acalme as hormonas, por lá).



"Mas pode ser tão difícil
de acreditar, em Deus assim
Será que Ele se vai lembrar
de me ajudar, será que sim?
Mas há qualquer coisa em mim
Que me faz querer acreditar
Acreditar!

(...)

Tens tudo a dar
Não percas tempo!
Podes saber que vais chegar
Onde Deus te levar!"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

artifical caseira

Muito mais do que política, gosto de saber as coscuvilhices que fazem capa nesse universo das revistas cor-de-rosa. Por motivos de economia mensal, não compro, mas sou frequentadora assídua da CarasOnline - e já há algum tempo não ria tanto como agora, com as notícias que lá fui descobrir. A informação surge hoje, referindo-se a acontecimentos de ontem, dia 10. Não tem destaque de posição central na página (está na barra do lado esquerdo) e nem tem vídeo ou slide show de fotografias.

Atenção agora, que vou revelar a bomba (pena que não seja exclusivo!): "Solange F. já é mãe". E fiquei espantada... "já é mãe?! então mas como é que já é mãe?!". Nada como ler tudo para ficar bem elucidada! Poupo-vos o trabalho e apresento já o resumo: a criança nasceu ontem de cesariana, tem o lindo nome de Nuna (?!) e foi concebida através de uma "inseminação artificial caseira". E continuo na mesma! Mas o site da Caras, que é um espectáculo, tem links para entradas mais antigas que estão relacionadas com a que estamos a ler, e eu fui seguindo as migalhas. Logo na seguinte, fiquei a saber que "Solange está radiante, mas prefere não adiantar pormenores sobre como engravidou ou quem é o pai da criança". Mau!

A desinformação não me agrada e continuei a procurar no link seguinte. Desta vez, uma entrevista de Julho de 2008 - muito antes da gravidez. À questão da adopção ou inseminação, responde inseminação - mas diz que é muito complicado e dispendioso. Portanto, o mais certo é optar pela "artificial caseira", que consiste na utilização da doação de um amigo (será o Nuno?). MAS, acrescenta ainda que ... "fazer um filho não é difícil... [risos]". Risos, que bem podiam ter sido meus! "Inseminação artificial caseira" ? Sim, sim... bonito nome!

(já ouvi chamarem-lhe tanta coisa!)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

o apoio

Eu sou uma pessoa muito interessada em política. Seja política interna, externa, conjuntural, enfim... sinto um grande interesse em todas as vertentes.
Hoje passou no telejornal (da Sic, que eu não vejo qualquer bodega) o discurso do querido Durão Barroso, lá na Comissão Europeira, ou Parlamento - seja lá o que for. Até estava atenta, nos primeiros segundos, mas sou uma dona de casa! Havia toda uma cozinha para arrumar, louça para lavar, e a toalha à espera de ser sacudida. Virei costas, com todo o respeito, ao Barroso e lá continuei nas minhas lides. Passado um nada, ouço-o a dizer "soutien". Virei toda atenção para a televisão, mas já não fui a tempo de ver as legendas. Fiquei, obviamente, almariada do sistema. A que propósito é que o Barroso está a falar em underwear aos deputados?!

No ensino básico, tive aulas de Francês. Mas, sorte ou azar (eu diria: sorte), nunca cheguei a aprender grande coisa. A prof, ou entrava em depressão, ou não conseguia fazer nada da nossa estupidez crónica ou ficava grávida. Das três hipóteses, uma acabava mais tarde ou mais cedo, por acontecer. Por estas e por outras, o meu francês é miserável e faço muitas vezes figura de otária - como hoje. Toda a gente percebeu que "soutien" era apoio, e que o Durão Barroso queria, portanto, a colaboração de todos os deputados!

(e não a sua roupa interior)